
A nova edição do programa Desenrola Brasil fez com que mais de 5 milhões de pessoas tivessem suas contas bloqueadas nas casas de apostas on-line, de acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Em entrevista a jornalistas, na tarde desta quinta-feira (13/8), o ministro contou que essa atualização ocorre em razão dos números do novo programa de renegociação de dívidas, lançado em maio deste ano e que foi prorrogado até o próximo dia 31.
De acordo com Durigan, o Desenrola 2.0 alcançou mais de 800 mil pessoas com contas ativas nas bets até o momento, e, somados aos 1,2 milhão de pessoas que haviam sido autoexcluídas, o total de CPFs impedidos de apostarem nessas casas de jogos on-line chega a 2 milhões. Além disso, estão no cadastro do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) mais de 3 milhões de pessoas que também foram impedidos de continuarem jogando nas bets. Logo, o número de contas excluídas chega a mais de 5 milhões.
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“Com isso, chegamos a um total de mais de 5 milhões de pessoas impedidas, obstaculizadas, excluídas do jogo no Brasil nesse compromisso de ir tratando as bets como cigarro em desincentivo ao jogo no país", disse Durigan, aos jornalistas.
O ministro também contou que há 85 processos com os principais documentos abertos para consulta do público, totalizando mais de 500 documentos e mais de 2 mil páginas. “Agora, para todas as empresas que pediram autorização, isso fica público, cumprindo com esse compromisso de transparência ativa para todos consultarem”, afirmou.
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Nesta quinta-feira, o Banco do Brasil informou que já negociou R$ 31 bilhões em dívidas no âmbito do novo Desenrola. O valor considera as quatro frentes do programa, "além das renegociações realizadas pelo próprio BB com os demais clientes e das atualizações implementadas no crédito consignado para públicos específicos".
PLP dos Combustíveis
Em relação ao Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 114/2026, aprovado ontem pelo Congresso Nacional, o PLP dos Combustíveis, com uma série de jabutis (itens não relacionados à matéria), Durigan minimizou a questão de perda de receita para Saúde e Educação no próximo ano. "O orçamento de Saúde e Educação foi atualizado por este governo em aproximadamente R$ 100 bilhões por ano. Em vez de você ter pandemia com 700 mil mortes no país, você tem a educação, saúde, assistência social, com Orçamento recomposto, com fonte de recurso, não é medida sem fonte de receita. Então, a gente foi prevendo, e, para o ano que vem, o que nós garantimos é um aumento ainda maior, para além dos R$ 100 bilhões, e mais Orçamento na Saúde. O crescimento é sustentável", disse.

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