Política pública

Governo amplia financiamento para carros de motoristas de táxi e app

Novo teto passa de R$ 150 mil para R$ 200 mil e inclui veículos híbridos entre as opções financiáveis pelo programa

 29.06.2026 Ed Alves CB/DA Press. Jogo do Brasil e Jap..o Transito em Brasilia via estrutural
     -  (crédito:   Ed Alves CB/DA Press)
29.06.2026 Ed Alves CB/DA Press. Jogo do Brasil e Jap..o Transito em Brasilia via estrutural - (crédito: Ed Alves CB/DA Press)

O Governo ampliou o limite de financiamento para a compra de veículos novos por motoristas de táxi e de aplicativos cadastrados. A medida foi anunciada ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pelo Ministério da Fazenda. Com a mudança, os beneficiários poderão financiar veículos novos de até R$ 200 mil, considerando o valor registrado na Nota Fiscal. O limite anterior era de R$ 150 mil.

A nova regra também amplia a relação de veículos que podem ser financiados pelo programa. Passam a ser contemplados modelos híbridos que combinam motor elétrico com motor a combustão movido a álcool, gasolina ou ambos.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Segundo dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) de 2026, os veículos híbridos apresentam redução média próxima de 24% no consumo energético em comparação com modelos convencionais equivalentes movidos exclusivamente a combustão. De acordo com as informações de emplacamentos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) de 2025, o critério de preço passa a abranger potencialmente 88% das vendas de automóveis no país, ante 63% com o limite anterior.

Segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) de 2026, veículos híbridos apresentam redução média próxima de 24% no consumo energético em comparação com modelos convencionais equivalentes movidos exclusivamente a combustão. A mudança ocorreu após uma reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com integrantes da equipe econômica no Palácio da Alvorada. Participaram do encontro Dario Durigan, ministro da Fazenda; Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência; e Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento. A reunião teve como objetivo discutir a baixa adesão ao programa e as dificuldades enfrentadas pelos possíveis beneficiários para conseguir acesso aos financiamentos.

Para Benito Salomão, professor do Programa de Pós-Graduação em Economia da Universidade Federal de Uberlândia (PPGE-UFU), a elevação do teto pode tornar o programa mais atrativo para motoristas de aplicativos interessados em veículos elétricos."A impressão é que com esse novo desenho do programa, ampliando a faixa de financiamento para carros de até R$ 200 mil, é que isso está sendo motivado, sobretudo, pelo financiamento de veículos elétricos", afirma.

Segundo o economista, o limite anterior de R$ 150 mil restringia o acesso aos modelos elétricos de entrada. Com a ampliação, veículos de faixas intermediárias passam a se enquadrar no programa. "Quando o governo amplia a faixa do programa, viabiliza-se a aquisição de carros elétricos de maior valor, tornando o programa muito mais atrativo para os motoristas", explica.

Salomão também relacionou a baixa adesão ao programa ao limite anterior de financiamento. Na avaliação dele, o menor valor do veículo não necessariamente representa uma redução dos custos para profissionais que utilizam o carro durante muitas horas por dia.

"Com a gasolina no preço atual, não adianta para o motorista ter um limite de R$ 150 mil e comprar um carro abaixo desse valor se, depois, o custo de rodagem para abastecer o veículo for maior do que o valor da própria prestação", diz.

O professor citou como exemplo profissionais que trabalham entre oito e 10 horas por dia. Segundo ele, a economia obtida na parcela de um veículo a combustão mais barato pode ser compensada pelo gasto maior com combustível. Para Salomão, a alteração pode atender à demanda desses trabalhadores ao combinar uma faixa maior de financiamento com custos menores de utilização dos veículos. "Isso atende a esse público e contempla a demanda deles, garantindo tanto uma prestação acessível quanto um custo de rodagem e de combustível bem menor", conclui.

 


  • Google Discover Icon
postado em 21/08/2026 05:00
x