STF

Fachin defende discussão sobre uso ético da inteligência artificial

Magistrado destacou que vê este tipo de tecnologia como positiva, mas aponta a necessidade de limites que imponham a evolução junto a valores sociais

O magistrado participou da inauguração da exposição em razão dos 135 anos da Biblioteca Augusto Nunes Leal, realizada na sede da Corte. -  (crédito: Pedro França/CNJ)
O magistrado participou da inauguração da exposição em razão dos 135 anos da Biblioteca Augusto Nunes Leal, realizada na sede da Corte. - (crédito: Pedro França/CNJ)

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu, nesta quinta-feira (20), o debate sobre o uso ético da inteligência artificial. De acordo com o magistrado, a tecnologia está cumprindo seu papel, mas é importante que avance sempre em conjunto com valores civilizatórios que norteiam a sociedade.

"A inteligência artificial é uma ferramenta que está cumprindo a sua finalidade. Há muitas discussões importantes sobre ela. Uma delas é a dimensão ética da IA, que é um campo relevantíssimo, porque não é possível ter uma ferramenta sem valores, uma ferramenta que não tenha compromissos com esses valores imateriais, civilizatórios de uma dada sociedade", afirmou o magistrado, ao Correio.

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O magistrado participou da inauguração da exposição em razão dos 135 anos da Biblioteca Augusto Nunes Leal, realizada na sede da Corte. A obra reproduz, no edifício sede, onde fica o tapete vermelho, livros, detalhes da arquitetura e informações sobre o espaço de estudos que fica no Anexo II da Corte.

"Por isso, a inteligência artificial cumpre seu papel e evidentemente ela pode contribuir para a organização de acervos, para melhorar procedimentos de curadoria e catalogar esse acervo, de modo que não são oposições", diz ele.

O ministro disse que os livros físicos ganham especial relevância em meio a tecnologia. "O acervo físico continua a manter uma utilidade imensa porque ele é um repositório não apenas do passado, não apenas da tradição do conhecimento, mas é também um movimento que corporifica nos livros, materializa nos livros de uma maneira perene o conhecimento, ao contrário, muitas vezes do que nós temos no ambiente digital, que é fugitivo, é fugaz e o conhecimento se esvai entre os dedos como algo que se evapora", completou.

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postado em 20/08/2026 23:29
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