O Dia dos Pais de 2026 levou o varejo brasileiro ao melhor resultado para a data desde 2022. O faturamento cresceu 7,7% entre 3 e 9 de agosto, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).
O resultado, porém, não foi impulsionado pelos segmentos tradicionalmente ligados à compra de presentes. Enquanto setores como vestuário e móveis registraram queda, áreas relacionadas a serviços, viagens, alimentação e deslocamento tiveram forte crescimento.
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O comércio eletrônico foi um dos motores do resultado. As vendas pela internet aumentaram 12,1% no período, quase o dobro da expansão registrada pelo varejo físico, que ficou em 6,6%.
O desempenho também mantém uma trajetória de aceleração. O crescimento havia sido de 2,3% em 2023, passou para 5,5% em 2024 e chegou a 5,9% em 2025. Em 2026, alcançou 7,7%.
A única alta superior ocorreu em 2022, quando o varejo cresceu 11,7%. Naquele ano, o comércio ainda registrava os efeitos da retomada do consumo após a pandemia. O e-commerce chegou a avançar 33%.
Presentes tradicionais recuam
O movimento deste ano chama atenção porque os setores classificados como presenteáveis tiveram queda conjunta de 1,2%. O grupo inclui livrarias e papelarias; óticas e joalherias; cosméticos e higiene pessoal; móveis; eletro; e departamentos e vestuário.
Entre os segmentos, vestuário teve a maior retração, de 2,9%. Móveis, eletro e departamentos recuaram 2%.
Nem todos os setores de presentes tiveram desempenho negativo. Livrarias, papelarias e afins cresceram 11,9%, enquanto óticas e joalherias avançaram 7,6%.
Norte e Nordeste lideram
O crescimento também foi distribuído de maneira diferente entre as regiões. Considerando apenas o varejo físico, o Norte apresentou alta de 15%, enquanto o Nordeste cresceu 13,6%. As duas regiões ficaram bem acima do Sudeste, que teve avanço de 5,3%. O Centro-Oeste registrou crescimento de 4,8%, e o Sul teve a menor alta regional, de 4,4%.
Entre os estados, o Pará liderou, com crescimento de 15,8%. Na sequência aparecem Ceará, com 14,9%, Bahia, com 14,3%, e Amazonas, com 12,9%. O Rio Grande do Sul registrou a menor alta entre os estados, de 2,4%. O resultado ainda foi positivo, mas ficou cinco pontos percentuais abaixo da média nacional.
O ICVA acompanha mensalmente as vendas de 18 setores do varejo brasileiro. O indicador utiliza dados das transações realizadas no comércio e busca representar a dinâmica do consumo no país.
