Enquanto os Correios acumulam prejuízos consecutivos e seguem necessitando de aportes do governo federal para continuarem em pé, um dos principais concorrentes da estatal, o Mercado Livre, registra crescimento alavancando pequenas médias empresas (PMEs) no país.
De acordo com dados do "Relatório de Impacto Efeito Meli 2026", divulgada nesta segunda-feira (31/8), a operação do Mercado Livre no Brasil gerou R$ 73,1 bilhões em impacto econômico direto e indireto, 0,7% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) do país. Desse total, R$ 30 bilhões referem-se ao impacto direto da companhia no PIB e os R$ 43,1 restantes, indiretos.
O relatório dimensiona o impacto da companhia no comércio, logística e serviços financeiros como um dos principais motores do desenvolvimento privado nacional. O levantamento aponta ainda que para cada R$ 1 de valor agregado direto criado pela empresa, são gerados R$ 1,40 adicionais nas cadeias de valor da economia brasileira.
A empresa ampliou o escopo de atuação no país e, inclusive, devido ao fato de ter frota própria até de aviões, tem desbancado os Correios nas entregas expressas.
O estudo realizou mais de 90 mil entrevistas nas operações do Mercado Livre, no Brasil, na Argentina, no Chile e no México, das quais 22,8 mil foram realizadas entre parceiros brasileiros. Segundo o relatório, metade das PMEs brasileiras que vendem no Mercado Livre utilizou inteligência artificial pela primeira vez por meio do marketplace fundado em 1999, e que hoje é a empresa líder em e-commerce e tecnologia financeira na América Latina, com operações em 18 países.
Em 2025, o ecossistema do Mercado Livre criou 61,1 mil postos de trabalho diretos e ativou outros 352 mil empregos indiretos no mercado nacional, somando assim mais de 413 mil empregos associados à operação, o equivalente a 0,4% de todas as vagas ocupadas no Brasil.
Segundo a empresa, esse impacto se sustenta em uma base de quase 627 mil PMEs e empreendedores que venderam ativamente no marketplace em 2025. De acordo com o levantamento, o Mercado Livre é o principal canal de vendas do negócio, para 60% deles e para 7 em cada 10, a plataforma foi a primeira experiência de vendas pela internet. Do total, 40% são microempreendedores (MEIs), evidenciando a presença de negócios de menor porte no ecossistema.
A força do ecossistema apoia-se também em uma infraestrutura logística integrada de alcance continental. Em 2025, três a cada cinco pacotes vendidos na plataforma cruzaram fronteiras estaduais e 61% das PMEs brasileiras que usam o Mercado Livre conseguiram vender para cidades onde antes jamais haviam chegado. Com 137 centros logísticos ativos, que incluem centros de distribuição, bases e espaços de suporte à operação, e cerca de 5.950 agências Meli Places, o Mercado Livre está presente em um a cada quatro municípios brasileiros.
Dados do Distrito Federal
No Distrito Federal, em 2025, mais de 7 mil PMEs venderam por meio do market place do Mercado Livre, e o volume de vendas representou quase 1% das vendas brutas do comércio varejista na unidade federativa. Para metade desses vendedores, o Mercado Livre é o principal canal de vendas. As PMEs que vendem no DF empregaram cerca de 77 mil pessoas, com 35% delas dedicadas a tarefas do market place.
Apenas no ano passado, o aumento das vendas impulsionou 3,6 mil comerciantes locais a realizarem novas contratações, resultando em 1,7 mil novos empregos diretos criados por 800 PMEs especificamente para atender à demanda da plataforma.
A infraestrutura logística no DF também foi ampliada com três novos centros ativos e 19,4 mil m² de área operacional, garantindo que 74% de todos os produtos vendidos pelas PMEs da capital sejam despachados para consumidores de outros estados.
Na frente financeira, quase 69,7 mil empresas e empreendedores da capital federal utilizaram o Mercado Pago para processar seus pagamentos, movimentando mais de R$ 6 bilhões no total em 2025. Além disso, foram concedidas mais de 218 mil operações de crédito a PMEs e empreendedores, totalizando mais de R$ 220 milhões para impulsionar negócios locais.
Movimentação financeira
Na esfera financeira, o Mercado Pago consolidou-se como um parceiro estratégico de gestão e inclusão produtiva. Durante o ano, 4,7 milhões de empresas e empreendedores processaram suas vendas via Pix e máquinas de cartão por meio do banco digital, movimentando mais de R$ 410 bilhões (equivalente a cerca de 3,4% de todos os pagamentos digitais do comércio brasileiro). Em crédito, a instituição injetou R$ 15 bilhões em empréstimos para PMEs (em 12,4 milhões de operações).
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“Cada PME que cresce dentro do nosso ecossistema, cada novo emprego gerado e cada nova ferramenta de inteligência artificial, mostra que por trás de uma compra feita pelo celular ou computador existe uma cadeia inteira de gente trabalhando. Quem está do outro lado da tela nem sempre vê essa engrenagem, mas sente o impacto dela todos os dias", disse Leandro Cuccioli, vice-presidente sênior de Estratégia, Relações com Investidores e Sustentabilidade do Mercado Livre, em nota da companhia.
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