Entregadores de aplicativos prometem parar as atividades nesta terça-feira (1º/9), em uma mobilização nacional organizada pelas redes sociais e grupos de mensagens. O “Breque Geral dos Apps” cobra mudanças nas taxas pagas pelas plataformas e maior transparência nos critérios usados para bloquear contas.
A principal reclamação é contra a modalidade “+Entregas”, na qual o profissional trabalha em área e horário determinados. Segundo os organizadores, o modelo reduz os valores recebidos e pode prejudicar quem opta por não aderir. A categoria reivindica R$ 10 por corrida curta, mais R$ 2,50 por quilômetro rodado, alegando que os valores atuais não cobrem despesas como combustível e manutenção.
Os trabalhadores também pedem que o governo federal publique uma medida provisória com regras para estabelecer taxas mínimas. Parte da categoria critica ainda o PLP 152, por considerar que a proposta não atende às demandas relacionadas à renda e à proteção previdenciária.
Outro alvo de protesto é o sistema de bloqueios das plataformas. Entregadores denunciam decisões automáticas sem explicações claras ou possibilidade adequada de defesa. Para eles, é necessário ter acesso aos critérios utilizados pelos algoritmos.
Durante a paralisação, a orientação é permanecer off-line nos aplicativos. Também estão previstos buzinaços e carreatas em diferentes cidades. A mobilização pretende pressionar empresas e governo por mudanças nas condições de trabalho dos entregadores.
*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro
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