Apostas on-line

Durigan manifesta preocupação com impacto das bets na renda das famílias

Ministro da Fazenda afirma que apostas já movimentam R$ 62 bilhões e diz que governo avalia novas medidas para conter o endividamento

Durigan afirmou que o governo acompanha com preocupação os recursos destinados pelas famílias às plataformas de apostas -  (crédito: Washington Costa/MF)
Durigan afirmou que o governo acompanha com preocupação os recursos destinados pelas famílias às plataformas de apostas - (crédito: Washington Costa/MF)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, falou nesta quinta-feira (17/9), durante coletiva de imprensa, sobre o impacto das bets sobre a renda das famílias. Ele afirmou que o governo acompanha com preocupação os recursos destinados às plataformas de apostas e disse que é necessário observar mecanismos que, segundo ele, drenam dinheiro dos orçamentos familiares.


Ele afirmou que as bets foram autorizadas em 2018, durante o governo de Michel Temer, e disse que, durante o governo Jair Bolsonaro, não houve medidas na área. Segundo Durigan, a atual gestão propôs uma tributação mais elevada para o setor, enquanto o Congresso Nacional estabeleceu uma alíquota menor.

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O ministro também citou medidas adotadas pelo governo para restringir o acesso às plataformas por pessoas em determinadas situações, incluindo superendividados e beneficiários de programas sociais, além da possibilidade de autoexclusão.



Durigan afirmou que ainda não há uma decisão tomada sobre novas medidas relacionadas às bets. “Quando tiver decisão tomada a gente vai anunciar”, declarou.


Ele citou a estimativa de R$ 62 bilhões destinados pelas famílias às apostas e afirmou que o governo pretende continuar trabalhando para reduzir o impacto desse tipo de gasto sobre a renda.


Endividamento


Na mesma coletiva, Durigan também abordou o nível de endividamento das famílias. Ele relacionou o problema ao período da pandemia e afirmou que, apesar de programas implementados pelo governo, o endividamento permanece elevado.



O ministro comparou as iniciativas de renegociação de dívidas a “vacinas” contra o problema. Segundo ele, o Desenrola foi uma primeira medida, seguido por uma segunda etapa, e o governo avalia a possibilidade de criar novos mecanismos para ajudar as famílias a superar o endividamento.


Durigan afirmou ainda que a intenção é estruturar alternativas de crédito com custos menores e condições mais sustentáveis para as famílias. Ele ressaltou, porém, que não há anúncio ou decisão definida sobre novas medidas neste momento e disse que o governo voltará a tratar do assunto quando houver alguma definição.



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postado em 17/09/2026 14:16
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