O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou nesta segunda-feira (14/9) a combinação de ações de corte de gastos no orçamento e de crescimento econômico como políticas possíveis para que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduza a taxa básica de juros (Selic).
"A gente tem que continuar revendo gastos obrigatórios e olhar para que o Brasil siga crescendo, as duas coisas são importantes", afirmou Durigan, em sua participação em um seminário do Grupo Esfera, em São Paulo.
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As declarações responderam a uma pergunta sobre políticas do governo para criar ambiente de redução da taxa de juros. O entendimento de que revisões de gastos e manutenção do crescimento foi dito pelo ministro na semana em que o Copom se reúne para discutir se a Selic vai continuar na taxa de 14% ao ano.
A fala do chefe da equipe econômica também ocorre semanas após o governo Lula enviar ao Congresso o Orçamento para 2027, estimando despesas totais de R$ 7,4 trilhões.
No evento do Esfera, o ministro da Fazenda também falou que o orçamento pode ser aperfeiçoado por meio da redução de despesas e da revisão de benefícios tributários. "Essa é a receita", completou Durigan, ao defender as regras estabelecidas pelo arcabouço fiscal.
"O país está cansado de trocas de regras fiscais. Tem muita regra fiscal sendo trocada com base em promessas vazias. O arcabouço fiscal trouxe impacto fiscal zero nesses últimos tempos e ele precisa ser aperfeiçoado", defendeu.
