
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), recuperou as perdas obtidas na manhã nesta quarta-feira (14/10), após Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, afirmar que a alta do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), nos EUA, em setembro, foi alavancada pelo setor de energia e tende a ser temporária.
A declaração fez com que a bolsa brasileira reduzisse as perdas e passasse a oscilar próxima ao zero-a-zero no meio da tarde. Pela manhã, o Ibovespa chegou a operar em queda de 1,6%, aos 203,4 pontos.
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Além disso, o dólar também perdeu forças ante o real e era cotado a R$ 5,04 por volta de 16h (de Brasília). O CPI, divulgado no início da manhã, veio acima das expectativas do mercado, com uma alta de 0,6% em setembro na comparação com o mês anterior.
No acumulado de 12 meses, o índice de preços dos EUA chegou a 3,7%, acima da expectativa de 3,6% e dos 3,4% de agosto. Já o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3% no mês, acima da expectativa de 0,2% e no mesmo ritmo de agosto, com a leitura anual em 2,6%, acima da projeção de 2,5% e dos 2,4% do mês anterior.
Em setembro, a energia subiu 5,2%, alavancada principalmente pela gasolina (+9,1%), que respondeu por mais da metade da alta do CPI em setembro. Já o setor de habitação subiu 0,4%, após avançar 0,3% no mês anterior.
Na avaliação do economista sênior na Nomad, Vitor Kayo, o núcleo da inflação acima do esperado e a aceleração em 12 meses jogam “lenha na fogueira” sobre a preocupação com a inflação, que segue distante da meta de 2%, em especial pela gasolina. Por conta disso, cresce as expectativas para um aperto da política monetária no país.
“O payroll (mercado de trabalho) fraco de setembro, que veio abaixo da expectativa e trouxe revisões para baixo nos meses anteriores, é um alerta e merece atenção, mas ainda não indica uma tendência de enfraquecimento do mercado de trabalho, o que dependeria de mais dados de emprego fraco. A prioridade do Fed (Federal Reserve, o ‘banco central’ dos EUA) deve seguir sendo a inflação, o que reforça o argumento usado na alta de juros de setembro”, comenta Kayo.
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