Conjuntura

Focus: mercado mantém projeção de alta do IPCA, mas reduz a do PIB

A taxa básica de juros, a Selic, tem previsão de encerrar 2026 em 13,25% ao ano

Os dados foram divulgados nesta Banco Central (BC) nesta segunda-feira (19/10) -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Os dados foram divulgados nesta Banco Central (BC) nesta segunda-feira (19/10) - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

As projeções do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil subiram para 5,22% em 2026, segundo o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central do Brasil nesta segunda-feira (19/10). Para os anos seguintes, a mediana das expectativas aponta desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com variação de 4,32% em 2027, 3,80% em 2028 e 3,50% em 2029.

Para a atividade econômica, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é de 1,83% em 2026. A projeção passa para 1,40% em 2027, sobe para 1,81% em 2028 e chega a 2% em 2029.

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A taxa básica de juros, a Selic, tem previsão de encerrar 2026 em 13,25% ao ano. Para 2027, a expectativa é de queda para 12%, seguida de reduções para 10,50% em 2028 e 10% em 2029.

No câmbio, as estimativas indicam dólar a R$ 5,15 no fim de 2026 e a R$ 5,22 em 2027. Para 2028 e 2029, a mediana é de R$ 5,30. Já o Índice Geral de Preços — Mercado (IGP-M) deve registrar alta de 5,26% em 2026, 4,11% em 2027, 3,92% em 2028 e 3,80% em 2029.

Para 2026, o mercado projeta superavit de US$ 78,88 bilhões na balança comercial e investimento direto no país de US$ 80 bilhões. A conta corrente, por outro lado, deve registrar deficit de US$ 60 bilhões.

Nas contas públicas, a dívida líquida do setor público é estimada em 70% do PIB. A projeção para o resultado primário é de deficit equivalente a 0,42% do PIB, enquanto o resultado nominal negativo deve alcançar 8,81% do PIB.

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postado em 19/10/2026 09:59 / atualizado em 19/10/2026 10:03
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