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Dólar termina semana pós-eleições com queda de 4,44% e fica abaixo de R$ 5

No mercado acionário, o Ibovespa registrou a maior alta semanal desde 2020, após ter ‘furado’ a barreira dos 200 mil pontos pela primeira vez

A semana após o primeiro turno das eleições deixou o mercado financeiro em êxtase, apesar de não ser possível garantir que esse sentimento permaneça mesmo em um futuro próximo. Apesar disso, o câmbio e a bolsa de valores aproveitam o bom momento e renovam o otimismo para com o cenário econômico brasileiro. No caso do dólar, ainda é necessário observar se o patamar abaixo de R$ 5 deve seguir nos próximos dias.

Na segunda-feira (5/10), o câmbio chegou a bater R$ 4,95 na mínima do dia após o resultado que consolidou o favoritismo do candidato Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral, após ficar à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno. Naquele dia, o dólar encerrou a sessão sendo vendido a R$ 5,00, mesmo diante de uma valorização da divisa norte-americana no cenário internacional.




Já nesta sexta-feira, o valor da moeda chegou a R$ 4,98, após uma queda diária de 0,78%. No acumulado da semana, o dólar caiu 4,44%. “Esse recuo da moeda reflete um ambiente de maior apetite ao risco por parte dos investidores, embalado tanto pelo cenário local atrativo quanto por uma correção natural após a divisa ter testado níveis mais altos nas semanas anteriores”, avalia Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.


O especialista e portfólio manager do Banco Sofisa, Rafael Pastorello, destaca a força do real nesta semana que, ao contrário da maioria das outras divisas, apresentou um desempenho de destaque. “A valorização da moeda brasileira foi sustentada principalmente pela entrada de recursos externos no país. Apenas na segunda-feira, o fluxo estrangeiro superou R$ 10 bilhões, contribuindo para a apreciação do real e reforçando o movimento positivo dos ativos domésticos”, avalia.


Ibovespa renova recorde


Já no mercado acionário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), terminou o dia com alta de 1,38%, aos 209.066 pontos, renovando o recorde de maior fechamento da história. O novo recorde foi alimentado pelo resultado expressivo na sessão de segunda-feira, quando o índice subiu 7,77% e furou a barreira dos 200 mil pontos pela primeira vez. No acumulado da semana, a alta foi de 8,82% – a maior para uma sequência de cinco dias desde 2020.





Um levantamento realizado pela Elos Ayta também mostra que esse foi o terceiro maior avanço semanal do principal índice da B3 desde janeiro de 2020, atrás apenas das altas registradas nas semanas encerradas em 10 de abril e 27 de março daquele ano. Vale destacar, no entanto, que havia uma intensa volatilidade naquela época, em virtude da pandemia de Covid-19.


A maior pontuação nominal também é a maior em valores ajustados pela inflação, considerando o IPCA acumulado até setembro de 2026. O recorde anterior era de 20 de maio de 2008, há mais de 18 anos, o que dá um peso ainda maior ao resultado da bolsa nesta semana. “O movimento reflete uma reprecificação de ativos diante da redução das incertezas de curto prazo e do aumento da previsibilidade em relação ao cenário econômico e à condução da política econômica nos próximos anos”, destaca Pastorello.



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