NEGÓCIOS

Dia das Crianças troca presentes por experiências e surpreende o varejo

Segundo a Cielo, setor de bares e restaurantes dispara 15,5% enquanto lojas físicas superam as vendas on-line pela primeira vez em um movimento focado em convivência

O faturamento do varejo brasileiro no Dia das Crianças de 2026 avançou 4,2% em comparação com o período correspondente de 2025. O levantamento do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), baseado nas vendas realizadas entre 6 e 12 de outubro, revelou que setores fora do circuito tradicional de presentes impulsionaram o comércio.

Os segmentos tradicionalmente ligados à data registraram queda de 5,7%, enquanto as demais atividades econômicas avançaram 6,1%. O setor de bares e restaurantes liderou os ganhos, com salto de 15,5%, seguido pelo comércio especializado de alimentos, com 12,2%, e pelos supermercados, com 6,4%.

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Desempenho dos setores no comércio

As categorias habitualmente associadas a compras comemorativas anotaram recuo no período:

  • Móveis, eletrodomésticos e departamentos: queda de 9,2%

  • Livrarias e papelarias: redução de 5%

  • Brinquedos: retração de 3,6%

  • Vestuário: retração de 1,9%

O segmento de recreação e lazer também anotou redução de 0,8%. Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, declarou que os números sugerem a busca do consumidor por novas formas de celebrar, com valorização de experiências compartilhadas e forte presença de categorias ligadas à alimentação e ao convívio.

Lojas físicas superam comércio eletrônico

Pela primeira vez na série histórica apurada pelo ICVA para a comemoração, as lojas físicas superaram as vendas pela internet. O varejo físico cresceu 4,5%, enquanto o comércio eletrônico registrou aumento de 3,1%.

Embora o crescimento total de 4,2% do varejo tenha ficado abaixo do resultado obtido no Dia das Crianças de 2025, o índice superou os desempenhos registrados em 2024 e 2023.

Resultados regionais

A apuração regional do comércio físico mostrou avanço puxado pelas regiões Norte, com 8,3%, e Nordeste, com 6,9%. O Sudeste anotou 4,2%, o Sul obteve 2,3% e o Centro-Oeste registrou 1,6%.

Entre as unidades federativas avaliadas, os índices de vendas físicas foram:

  • Amazonas: alta de 10,6%

  • Pará: avanço de 8,7%

  • Santa Catarina: alta de 8,3%

  • Ceará: avanço de 8,1%

  • Bahia: expansão de 6,4%

  • Pernambuco: alta de 2,4%

  • Rio de Janeiro: alta de 2,4%

  • Rio Grande do Sul: retração de 4,1%

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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