RELAÇÃO COMERCIAL

Acordo Mercosul-EFTA começa a valer entre Brasil e Noruega; entenda

Entrada em vigor do tratado zerou de imediato as tarifas de importação cobradas sobre a entrada de produtos brasileiros no país europeu como vestuário, óleos vegetais refinados, leveduras e diversos alimentos industrializados no mercado norueguês

MDIC vê que a vigência do acordo com a Noruega pode gerar oportunidades de expansão de exportações brasileiras -  (crédito: Reprodução)
MDIC vê que a vigência do acordo com a Noruega pode gerar oportunidades de expansão de exportações brasileiras - (crédito: Reprodução)

O acordo de livre-comércio entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a Associação Europeia de Livre-Comércio (EFTA) começou a valer neste domingo (1º/11) para as relações comerciais entre o Brasil e a Noruega.


A entrada em vigor do tratado zerou de imediato as tarifas de importação cobradas sobre a entrada de produtos brasileiros no país europeu como vestuário, óleos vegetais refinados, leveduras e diversos alimentos industrializados no mercado norueguês. Com a medida, 99,8% das exportações brasileiras para a Noruega passam a contar com acesso em livre comércio.

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Além da Noruega, o bloco EFTA é formado por Suíça, Islândia e Liechtenstein. A aplicação do acordo entre Brasil e Islândia foi iniciada em 1º de outubro. Já a vigência do tratado com a Suíça e com Liechtenstein ainda depende da conclusão dos trâmites internos nesses países. 


Expansão de mercado


Além de setores de alimentos e de têxteis, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) vê que a vigência do acordo com a Noruega pode gerar oportunidades de expansão de exportações brasileiras em áreas como medicamentos, calçados de couro, joalheria e máquinas e aparelhos mecânicos. 



Além de aspectos comerciais, o tratado entre Mercosul e Efta reduz custos operacionais ao simplificar procedimentos técnicos, eliminar a duplicação de testes de conformidade para produtos elétricos e reconhecer laudos emitidos por laboratórios situados no Brasil.


Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a Noruega absorve atualmente cerca de 40% das exportações brasileiras direcionadas à EFTA, e o desafio passa a de ampliar essa participação. A expectativa do governo brasileiro também inclui a atração de investimentos produtivos noruegueses para setores estratégicos como infraestrutura, energia renovável e bioeconomia. 



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postado em 01/11/2026 22:26
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