BASQUETE

Guardiões da "Área 61": Cerrado e Brasília apostam em duplas dos EUA

Time verde conta com o entrosamento entre Grantham Gillard e William Green, enquanto o tricampeão nacional deposita as fichas em Thomas Cooper e Christian Alaewke no confronto direto desta sexta-feira (24/11), às 19h

Grantham Gillard e William Green (primeira imagem) apostam no entrosamento no Cerrado. Thomas Cooper e Christian Alaewke ensaiam campanha de playoff para o Brasília -  (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press e Arthur Ribeiro/CB/D.A Press)
Grantham Gillard e William Green (primeira imagem) apostam no entrosamento no Cerrado. Thomas Cooper e Christian Alaewke ensaiam campanha de playoff para o Brasília - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press e Arthur Ribeiro/CB/D.A Press)
postado em 24/11/2023 06:00

Aproximadamente 330 milhões de cidadãos comemoraram, ontem, o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. Em volta de mesas fartas, reconheceram as conquistas e os desafios superados no ano. No entanto, quatro americanos precisaram deixar um pouco de lado a celebração em prol de uma reunião diferente no Distrito Federal. Afinal, nesta sexta-feira (24/11), às 19h, o Cerrado, dos alas Grantham Gillard e William Green III, recebe o Brasília, dos compatriotas e colegas de posição Thomas Cooper e Christian Alaewke, no Ginásio da Asceb pelo NBB.

O sucesso da dupla da capital federal na elite do basquete do país passa pelas mãos dos gringos. Gillard é o cestinha da trupe ensaiada por Régis Marrelli, com média de 13,2 pontos por partida. Green III é o quarto no quesito (12,2). A dupla também se caracteriza pela qualidade nos rebotes. Com índice de 6,8 e 4,5 por jogo, Gillard e Green III ficam atrás apenas do pivô Andrezão (7,1).

A eficiência deles se chocará com a qualidade dos americanos do Brasília. Vislumbrando dias melhores e longe da lanterna da competição, Gillard entende que o duelo pode servir como ponto de virada. "É uma rivalidade local, será difícil, mas temos de tentar a vitória e ter o controle da cidade, sobretudo para subir na classificação. Todo jogo é uma boa oportunidade para vencer, mas deixamos escapar no último segundo e na prorrogação antes", lembrou, remetendo às derrotas para Botafogo e Caxias.

O confronto brasiliense na Asceb teria um quinto elemento caso o pivô Tony Criswell não tivesse o contrato rescindido anteontem. O gigante de 2,06m chegou há pouco mais de dez dias e sequer entrou em quadra. Amigo do "quase reforço" do rival, Green lamentou o cenário e ligou para o compatriota na véspera do duelo. "Acho que toda rivalidade entre times da mesma cidade exige maior luta em quadra, torna o jogo mais importante. Queria jogar contra ele, estávamos falando sobre isso. Não jogamos na mesma posição, mas estávamos na expectativa de marcar um ao outro", compartilhou.

Entre os comandados por Dedé Barbosa no Brasília, os estadunidenses repetem o protagonismo dos compatriotas do lado verde da cidade. Cooper e Alaekwe são os maiores pontuadores da equipe, com 17 e 15,1 pontos de média. Eles ainda ocupam o top-4 do time em pontos, assistências, rebotes e eficiência. Mesmo assim, a dupla não esconde que ainda passa pelo processo de adaptação ao basquete nacional.

"A liga aqui é muito atlética. O Brasil é um dos melhores campeonatos da América do Sul, o basquete é de alto nível, bastante físico. Brasília é ótima, assim como a cultura, a comida e o clima. O idioma que realmente é um empecilho. Como falo espanhol, entendo algumas palavras em português, mas quanto mais vou ouvindo, mais vou acostumando", relata Cooper.

Dentro de quadra, a dificuldade é solucionar os problemas que causaram as cinco derrotas consecutivas do Brasília. Ainda assim, os líderes da equipe tratam a partida contra o rival candango como uma oportunidade para virar a chave.

"Começamos a temporada bem quentes e é difícil entender o que aconteceu entre esses jogos, mas acho que agora estamos focados novamente e criando um ritmo bom para a próxima partida. Espero vencê-los para poder voltar aos trilhos", torce Alaekwe.

Para isso, é preciso superar os compatriotas do Cerrado. Apesar da amizade, quando a bola sobe, o pensamento é outro. "É sempre legal jogar contra atletas dos Estados Unidos, porque não somos muitos aqui. Às vezes nos falamos, até por estarmos na mesma cidade, mas será apenas mais um jogo. Não é sobre nós, não seremos amigáveis em quadra, queremos apenas vencer", discursa Thomas. "Não diria que estou empolgado em vê-los, mas, sim, que estou animado em competir contra eles. Vamos com tudo na direção deles para tentar vencer", garante Christian.

Serviço

Quando: Hoje, às 19h
Local: Ginásio da Asceb, 904 Sul
Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada)
Vendas: Sympla e bilheteria da Asceb
Transmissão: Canal do NBB (Youtube)

*Estagiários sob a supervisão de Victor Parrini

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