Fator central no planejamento financeiro dos clubes do Distrito Federal com calendário cheio para 2026, a Copa do Brasil está com a rota rumo ao pote de ouro definida. Ontem, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sorteou, em evento no Rio de Janeiro, os confrontos da primeira e da segunda fase da competição nacional. Em campo desde a largada do torneio, o Gama enfrenta o Monte Roraima-RR. Aguardando na etapa anterior, Ceilândia e Capital vão começar a trajetória contra os baianos Jacuipense e Juazeirense, respectivamente. Além do êxito esportivo, as vitórias significam caixa cheio no decorrer da temporada.
Em temporada marcada por calendário nacional completo e compromissos finaceiros de janeiro a, na melhor da hipóteses, setembro, Gama, Ceilândia e Capital enxergam o torneio como principal fonte de arrecadação e apostam em campanhas sólidas para fortalecer os cofres. Reformulada para abrigar 126 clubes na temporada 2026, a competição reúne visibilidade esportiva, partidas eliminatórias e premiações capazes de alterar o cenário financeiro de equipes com menor orçamento.
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As premiações oficiais da edição atual ainda aguardam definição e posterior divulgação por parte da CBF, mas os números do ano anterior ilustram a importância do torneio para qualquer equipe envolvida na disputa. Na primeira fase, clubes de menor investimento receberam R$ 830 mil. Na segunda, o valor destinado ao Grupo III chegou a R$ 1 milhão. A terceira fase garantiu R$ 2.315.250. A entidade costuma aplicar reajustes anuais com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — imposto cobrado em cima das premiações —, tendência observada nas últimas temporadas.
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Ontem, o Gama teve a primeira "vitória" no duelo contra o Monte Roraima-RR. As bolinhas do sorteio na CBF definiram o alviverde como mandante do confronto de 18 ou 19 de fevereiro. O duelo abre a trilha financeira mais longa entre os representantes candangos. Em caso de classificação, o desafio seguinte cresce de forma significativa. Os gamenses encarariam o Goiás na segunda fase, confronto regional de peso no Centro-Oeste. Superado esse obstáculo, a terceira etapa reserva embate diante do vencedor do confronto entre Trem-AP e Fluminense-PI, fase responsável por inflar de maneira considerável a premiação recebida pelo clube.
Por estar melhor ranqueado na CBF, o Ceilândia entra na Copa do Brasil a partir da segunda fase. O Gato Preto mede forças com a Jacuipense, em datas previstas para as janelas de 25 e 26 de fevereiro ou 4 e 5 de março. A entrada direta reduz o número de jogos, mas mantém alto grau de exigência técnica desde a estreia. Avanço do Gato Preto leva o clube a novo duelo desafiador. Na terceira fase, o adversário sai do confronto entre Santa Catarina ou IAPE-MA contra o Cuiabá. O cenário reforça o grau de dificuldade imposto aos candangos, mas também amplia o potencial de retorno financeiro em caso de classificação.
Terceiro representante do Distrito Federal na edição de 2026 da Copa do Brasil, o Capital também estreia na segunda fase. O Coruja enfrenta a Juazeirense-BA fora de casa, em confronto único. Caso avance, o clube encara o vencedor do duelo entre Betim-MG ou Piauí contra o Operário-PR, mantendo a trilha eliminatória em nível nacional elevado. Em 2025, por exemplo, o tricolor foi a única equipe do Distrito Federal a chegar na terceira fase, na qual acabou eliminada pelo Botafogo.
