
Os conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã ligam o alerta a respeito do calendário esportivo internacional previsto para a região nos próximos meses. Com bases militares americanas, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita concentram, entre maio e junho, eventos de grande porte e lançam dúvidas a respeito de segurança e estabilidade.
Competições envolvem deslocamento de delegações e demandam rigorosos protocolos de segurança, o que não está assegurado. Ontem, o presidente norte-americano Donald Trump estimou que o conflito pode se estender por até cinco semanas.
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O Oriente Médio tornou-se um eldorado para o esporte de alto quilate. Não poupa dinheiro para entrar no mapa das grandes competições, como mostrou a Copa do Mundo de 2022, no Catar. Após sediar o Mundial, Doha passou a receber com frequência competições organizadas ou chanceladas pela entidade máxima do futebol, como o Intercontinental da Fifa. O megaevento de seleções retornará à vizinhança em 2034, na Arábia Saudita. O próximo sonho de consumo é receber uma Olimpíada. Doha é candidata.
Esse poder econômico se reflete com a injeção de recursos estatais em clubes como Paris Saint-Germain, controlado por fundos ligados ao Catar, e Manchester City, financiado por investidores dos Emirados Árabes Unidos.
O Catar é o país com a agenda mais cheia. Em 8 de maio, Doha recebe uma das etapas mais tradicionais da Diamond League de Atletismo, circuito que reúne os principais nomes da modalidade e funciona como termômetro do alto rendimento. A principal atração prevista é a Finalíssima entre a campeã europeia Espanha e a sul-americana Argentina, no dia 27. O duelo está previsto para encerrar o Qatar Football Festival, com diversas partidas. Desde domingo, torneios de futebol estão suspensos no país.
Técnico da Espanha, Luís de la Fuente admitiu que a Finalíssima não deve ser no Lusail. "Entendo que não dá para jogar no Catar. A solução, pelo que entendi, seria encontrar outro local, se possível, enquanto os jogos não puderem ser realizados lá. Acho que é basicamente nessa direção que as negociações estão caminhando e há pessoas trabalhando nisso em todos os níveis", revelou à RNE Deportes.
Embora mais enxuto, o calendário dos Emirados Árabes Unidos não é irrelevante. Está marcada para o país a World Series Triatlo, em 27 de março, que integra o circuito mundial, com atletas de ponta.
O Bahrein espera não ser afetado no curto prazo. O país tem no radar, em 12 de abril, o circuito de Sakhir de Fórmula 1. Sete dias depois, a Arábia Saudita abre as pistas para o GP de Jeddah. Além do automobilismo, a nação saudita se prepara para o Fanatics Flag Football Classic (21/3), reunião de estrelas do futebol americano, como Tom Brady.
Algumas modalidades não aparecem no calendário do Oriente Médio até junho. Não haverá preocupações com vôlei nem tênis, por exemplo. O esporte da raquete costuma entrar em cartaz, principalmente com WTA Finals, marcado para novembro, na Arábia Saudita.

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