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Copa Africana: federação retira título de Senegal e declara Marrocos campeão

Confederação Africana de Futebol (CAF) informa que Seleção Senegalesa perdeu por W.O após abandonar final temporariamente. Jogo foi cercado por polêmicas

A Confederação Africana de Futebol (CAF) decidiu, nesta terça-feira (17/3), retirar o título da Copa Africana de Nações conquistado pela Seleção de Senegal, em 18 de janeiro de 2026, e entregá-lo ao vice-campeão, Marrocos. 

Em decisão tomada pelo Comitê de Apelação, Senegal foi declarado derrotado por desistência. Com isso, o resultado oficial passa a ser de W.O, ou seja, com vitória administrativa por 3 x 0 a favor dos marroquinos. 

A decisão foi tomada com base no artigo 84 do regulamento da Copa Africana de Nações, de acordo com o comunicado oficial da entidade. Foi entendido que a conduta dos senegaleses durante a decisão, vencida por 1 x 0 após disputa de prorrogação e tempo normal, configura uma desistência. Se enquadra, além disso, em infrações discplinares. Com isso, o resultado em campo acabou anulado. 

Relembre a confusão em campo durante a final

A decisão da Copa Africana de Nações entre Senegal e Marrocos foi cercada de polêmicas. Com o placar a 0 x 0 poucos minutos do fim, o confronto se encaminhava para a prorrogação. Já nos acréscimos, o atacante marroquino Brahim Díaz caiu na área. Apesar de não ter marcado nada em campo, o árbitro Jean-Jacques Ndala apontou para a marca da cal após ser chamado no VAR para revisão. 

Inconformado com a decisão, o técnico de Senegal, Pape Bouna Thiaw, pediu para os jogadores de Senegal abandonarem o gramado, em forma de protesto. No entanto, por ordem do capitão da equipe, o atacante Sadio Mané, os senegaleses retornaram ao campo logo em seguida.

Após o retorno da equipe, em uma tentativa de pegar o goleiro rival, Edouard Mendy, desprevenido, Brahim Díaz desperdiçou a cobrança, ao tentar uma cavadinha. Já na prorrogação, mais precisamente, aos 94 minutos, o meio-campista Pape Gueye marcou o gol da vitória senegalesa e decretou o título da seleção. O momento de revolta ao final do tempo normal, no entanto, foi considerado como desistência. 

 

 

 

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