
Oscar Schmidt, uma lenda do basquete brasileiro, morreu, aos 68 anos, nesta sexta-feira em São Paulo. A causa da morte ainda não foi divulgada, mas o ex-jogador lutou por uma década e meia contra um câncer no cérebro, descoberto em 2011. A trajetória contemplou cinco Jogos Olímpicos, a conquista do ouro no Pan-Americano de 1987 contra os Estados Unidos e um dia em que o Mão Santa foi abençoado pelo Papa Francisco no Rio de Janeiro.
Segundo maior pontuador da história do basquete (49.737) e recordista de pontos na modalidade em Olimpíadas (1.903), Oscar encontrou o Papa Francisco em 2013, na visita do pontífice ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude. Outros esportistas estiveram presentes em uma cerimônia no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro.
A bênção do Papa a Oscar veio dois anos depois de o ex-jogador receber o diagnóstico de um câncer no cérebro. Mas nem a notícia devastadora arrancou o bom humor do Mão Santa. "Minha vida está muito boa, e a cura virá por tabela. Vou pedir para ele abençoar o Brasil. O povo brasileiro merece. É a maior bênção que podemos ter", disse ao site da prefeitura do Rio de Janeiro na época.
Católico praticante, Oscar ficou muito emocionado com as bênçãos de Francisco e também se surpreendeu com a humildade do Papa, torcedor do San Lorenzo: “Nunca pensei que fosse gostar tanto de um argentino. Ele é lindo”, comentou.
Oscar Schimidt morreu após ser internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP). O ex-jogador deixa a esposa, Maria Cristina, e dois filhos, Filipe e Stephanie. Com a camisa da Seleção Brasileira, disputou os Jogos Olímpicos de Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996, anotando 1.903 pontos. Ele também é o maior cestinha da história do Brasil, com 7.693
Veja a nota da família
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo. Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.
Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo. A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.
Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.
Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.”
*Estagiário sob supervisão de Victor Parrini

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