Robson Conceição voltou a ser a grande estrela do Boxing Pro Combat, em sua segunda edição, neste sábado (4/4), no Shopping Conjunto Nacional, em Brasília. Voltando a lutar depois de um ano, o Brabo venceu o venezuelano Helber Rojas por decisão unânime, em uma luta intensa que empolgou o grande público presente no evento.
O Brabo já tinha sido a atração principal na primeira edição do BPC. O medalhista de ouro nas Olimpíadas de 2016 mostrou por que está entre os maiores lutadores da história do Brasil, com mais uma vitória digna de um grande campeão. Mas o venezuelano, Helber Rojas, se mostrou valente e, apesar de levar vários golpes brutais, manteve a luta até o final.
“O adversário foi além do que esperava, aguentou muitos golpes. Na verdade, eu cansei de bater no meu adversário (risos). Estava sem lutar há cerca de um ano; minha última vez foi aqui em Brasília, e conseguir lutar por dez rounds seguidos me deixa empolgado para lutar pelo mundial”, disse Robson, já visando voltar a disputar o cinturão internacional.
Na luta co-principal, Lila Furtado faturou o cinturão do Conselho Nacional de Boxe, em uma disputa intensa contra Lorrayni Lolo Kristini. Número 9 do ranking mundial, a campeã brasileira começou encaixando golpes certeiros na adversária, mas a goiana mostrou toda sua intensidade e permaneceu buscando a vitória.
Lila conseguiu se impor sobre Lolo, principalmente com golpes na linha de cintura, mas no terceiro round a adversária mostrou que estava com “sangue no olho” em busca do cinturão, encurralando Lila nas cordas e encaixando duros golpes. Os rounds seguiram intensos, com Lila encaixando mais golpes, mas Lorrayni conseguiu administrar os socos que levava e, no final da luta, estava acertando mais a desafiante; porém, Lila foi declarada a grande campeã.
A noite marcou a estreia profissional de grandes nomes do boxe olímpico, e todos eles conseguiram vitória por nocaute. Na luta que abriu o card principal, Abner Teixeira — medalhista de bronze nas Olimpíadas de Tóquio-2020 — venceu Raiuga de Souza, acertando golpes brutais que levaram o mineiro ao chão no último segundo do round.
Yuri Falcão — sobrinho de Esquiva e Yamaguchi Falcão — faturou a vitória logo no primeiro round. O capixaba encurralou Jamerson Cauê, acertando golpes que levaram o adversário ao chão, e o nocaute foi declarado oficialmente com apenas 2 minutos e 26 segundos.
Luiz “Bolinha” Oliveira — neto de Servílio de Oliveira, primeiro medalhista olímpico da história do Brasil — foi outro a vencer por nocaute em sua estreia no boxe profissional. O derrotado foi o boliviano Gustavo Zeballos, que caiu no segundo round, logo após sofrer um duro golpe na linha de cintura.
O público lotou as arquibancadas do BPC 2 para ver as lutas ainda do card preliminar. A fila foi grande no terraço do Shopping Conjunto Nacional, com os torcedores fazendo uma grande festa.
A primeira disputa da noite contou com Vitim Falcão enfrentando o baiano Alan Sombra, que lutou representando o Distrito Federal, o que atraiu a torcida na arquibancada. O confronto contou com uma expressiva trocação de golpes. No segundo round, Alan se impôs e acertou um cruzado no queixo de Vitim, que caiu nocauteado, sem conseguir levantar na hora da contagem.
Na segunda luta da noite, João Silva entrou de última hora no card para enfrentar Breno Zé Bim. Ele até se mostrou disposto, porém não conseguiu segurar o ritmo do adversário, que acertou diversos golpes. Isso levou o árbitro Orlando Rodrigues a declarar o nocaute técnico a favor do baiano.
Na primeira luta da noite em que não houve nocaute, André Martins e Gustavo Magalhães mostraram todo o ímpeto dentro do ringue. André conseguiu se impor inicialmente e até derrubou Gustavo no primeiro round, mas o goiano mostrou valentia, levantou durante a contagem e, nos rounds seguintes, foi para cima do adversário. The Hunter, apesar de não conseguir nocautear, permaneceu comandando a luta e, ao final, foi declarado vencedor por decisão unânime.
Em uma das lutas mais empolgantes do card preliminar, o paraense Marcos “Torpedo” Viana teve pela frente o baiano Jackson “Buguinha”, um dos pupilos do famoso treinador Luiz Dórea. Os dois mostraram muita técnica ao entrar no ringue, com uma trocação franca digna de dois grandes lutadores, mas no segundo round Marcos Viana se sobressaiu e acertou um “torpedo” bem no queixo de Buguinha, que já caiu nocauteado. Ao tentar levantar, o boxeador caiu com o rosto no chão e o árbitro encerrou o confronto oficialmente.
Concluindo o card preliminar e fazendo também a primeira luta internacional da noite, o venezuelano Luis Golindano acabou por sentir todo o ímpeto de Andres Gregório dentro do ringue. O paulista chegou para a disputa com um histórico de 13 vitórias, todas por nocaute. Contra o adversário internacional, Gregório mostrou toda sua fúria, acertando diversos golpes certeiros. Golindano até conseguiu aguentar por certo tempo, mas só até os 7 segundos do quarto round, quando abdicou da luta e o brasileiro foi declarado vencedor por nocaute técnico.
Com o sucesso do Boxing Pro Combat 2, há uma previsão para a terceira edição do evento, novamente no Shopping Conjunto Nacional, em novembro: “Em time que tá ganhando não se mexe”, disse Patrícia Colaviti, promotora do BPC. O único nome confirmado é Lorrayni Kristini e, vencendo, a lutadora poderá novamente lutar pelo cinturão.
Saiba Mais
-
Esportes Botafogo vence o primeiro clássico em 2026 e encerra outro jejum
-
Esportes Coritiba e Fluminense empatam por 1 x 1 em jogo com final intenso
-
Esportes São Paulo goleia o Cruzeiro e mantém a Raposa no Z-4
-
Esportes LBF: Cerrado faz confronto direto com Santo André por vaga no G-8
-
Esportes Capital encaixa jogo e estreia com vitória diante do União no Mato Grosso
-
Esportes Gama vence Aparecidense fora de casa e larga bem na Série D
