Morto nesta sexta-feira (17/4), aos 68 anos, após um quadro de mal estar, em Santana de Parnaíba (SP), na Grande São Paulo, Oscar Schmidt deixou a quadra da vida como o grande nome da história do basquete brasileiro e um dos principais da história da modalidade. Em 28 anos de carreira, o Mão Santa", como era conhecido, conquistou prêmios nacionais e internacionais, bateu recordes e marcou época com o arremesso de longe, marca registrada.
Em relação aos números, Oscar foi um dos maiores ponturadores da história do esporte da bola laranja, somando 49.973 pontos. O montante o coloca no topo do ranking a nível nacional. Foi, também, líder no quesito a nível mundial, antes de ser ultrapassado por LeBron James, em 2024.
Nas Olimpíadas, também está no topo. São 1.093 pontos em cinco edições. Nenhum outro atleta chegou a superar o patamar. É ainda o único a anotar 55 pontos em uma só exibição olímpica, e líder em cestas de 3 pontos, 2 pontos e lances livres na competição. Em copas do mundo, não é diferente. É, mais uma vez, líder, com 843 pontos.
Ainda com a Seleção, protagonizou uma das grandes conquistas da história da Amarelinha. Liderou a equipe sul-americana à famosa vitória diante dos EUA na final do Pan-Americano, disputada em Indianápolis, na casa dos norte-americanos. Na decisão, anotou 46 pontos. Além disso, foi bronze no Mundial de 1978, tricampeão do Campeonato Sul-Americano e duas vezes medalha de prata.
Oscar Schmidt é ídolo na Itália. Atleta de Juvecaserta e Pavia, foi cestinha da liga sete vezes. Além disso, é o único a ter marcado 66 pontos em um único jogo. No Brasil, atuou por Palmeiras, Sírio, América do Rio, Corinthians, Bandeirantes, Mackenzie/Microcamp e Flamengo. No Brasileirão, foi cestinha de 10 edições do campeonato.
Integrou, além disso, posições de reconhecimento importantes. Parte do Hall da Fama da FIBA (Federação Internacional de Basquetebol), foi também reconhecido no ranking da NBA mesmo sem jamais ter atuado na liga norte-americana. O potiguar se recusou a jogar na liga mais badalada do planeta para que pudesse continuar defendendo a Seleção Brasileira. NA época, jogadores da NBA não podiam atuar por seleções.
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