Brasília se prepara para receber mais uma edição do Ironman 70.3, na manhã deste domingo (26/4), no Pontão do Lago Sul. A competição conta com ciclismo, natação e corrida, além de exigir um fôlego de aço dos participantes. Um dos competidores é o ex-jogador Rafael Moura, que teve passagens por clubes como Corinthians, Fluminense, Internacional e Goiás.
O "He-Man" dos gramados agora encara novos tipos de desafios, especialmente depois de ter pendurado as chuteiras. Pela primeira vez, afirma ter feito um ciclo de preparação 100% focado na prova. "Treinei forte para conseguir fazer aqui um sub-5 e, tomara Deus, que corra tudo certo para tentar pleitear uma vaga para o Mundial, que é o meu grande sonho", compartilha.
A transição do campo para o asfalto e a água exigiu adaptações profundas. "No futebol, sempre fui muito mais explosivo; eram tiros curtos, pequenas distâncias, e aqui tudo sempre é longo, com paciência. Digamos que a minha versão de triatleta é um cara muito mais comedido, sabendo das limitações e se esforçando por cada segundo", explica.
O atleta destaca que agora vive a modalidade de forma profissional, superando a fase inicial de "brincadeira" para vivenciar o circuito de 2026 de forma plena e feliz.
A busca pela vitória
Entre outros atletas, o favoritismo recai sobre nomes experientes como o de Reinaldo Colucci. Com uma ligação afetiva com a capital federal — onde reside a família de sua esposa —, ele vai para a prova confiante. "Estou bem treinado. Brasília é a minha segunda casa. Estou certo de que disputo a vitória no domingo", destaca o triatleta.
Para ele, o maior desafio estratégico em Brasília é o ritmo frenético do percurso. "A característica que mais chamou a atenção realmente foi a velocidade da prova, uma prova muito, muito rápida. Tentar desenvolver esses ritmos, essas velocidades no treino, acho que foi o maior desafio", explica, alertando para o fator psicológico. "O maior desafio realmente é não se empolgar muito com a torcida e fazer o ritmo que está treinado."
O argentino Luciano Taccone, veterano com mais de 20 anos de esporte, também integra o pelotão de elite e projeta uma disputa acirrada. Para ele, a essência do Ironman vai além dos números. "O desafio é sempre poder entregar o melhor e conseguir competir até o final da prova. O prazer da modalidade está no desafio constante de querer melhorar em cada prova", finaliza.
