O Brasília Basquete venceu o Flamengo no Ginásio Nilson Nelson, por 85 x 80, na noite desta terça-feira (5/5). A partida foi a primeira da série de melhor de cinco das quartas de final do Novo Basquete Brasil (NBB) contra a equipe rubro-negra. Agora, os extraterrestres vão ao Rio de Janeiro disputar dois jogos no Maracanãzinho, em 8 e 10 de maio.
O jogo no Nilson Nelson contou com público recorde na temporada do NBB, com direito a 8.397 presentes na partida entre as equipes. Com o ginásio cheio, ocorreu uma batalha saudável nas arquibancadas entre as duas torcidas do início ao fim. Empatados com 21 pontos, Facundo Corvalán, do Brasília, e o flamenguista Johnson foram os cestinhas.
“Foi um jogo muito intenso, tivemos que ter muita calma para mantermos o jogo na nossa mão. Sabíamos que tínhamos que vencer o primeiro jogo em casa. Não se pode relaxar com o time do Flamengo, mas estamos confiantes, trabalhamos muito e, agora, os frutos estão chegando”, analisou o armador brasiliense Corvalán.
O jogo
Para o Brasília Basquete, o retorno às quartas de final do NBB era um marco aguardado desde a temporada 2016/2017. Ciente da importância do momento, a torcida extraterrestre inflamou as arquibancadas desde o apito inicial, enquanto a massa rubro-negra respondia à altura, mantendo o duelo equilibrado também nas vozes.
Em quadra, o jogo seguiu o roteiro previsto, uma batalha a cada posse. Fiel ao seu estilo, o Brasília apostou no perímetro, com as bolas de três respondendo por metade dos pontos no primeiro quarto. A franquia carioca concentrou as ações no garrafão para castigar a defesa adversária. Contudo, com o armador Facundo Corvalán inspirado, com nove pontos apenas no primeiro quarto, os extraterrestres fecharam a primeira parcial em 21 x 18.
No segundo quarto o desenho da partida seguiu o mesmo. Em uma noite de alto nível técnico, ambas as equipes trocavam golpes sem que ninguém conseguisse desgarrar no marcador. A cada posse de bola, a tensão crescia, refletida nas quatro trocas de liderança que agitaram o período. No entanto, o Brasília soube absorver a pressão rubro-negra e ditou o ritmo na reta final. Sob o comando de Corvalan, em atuação inspirada com 16 pontos, os donos da casa foram para o intervalo com uma vantagem de 39 x 32.
Na volta do intervalo, o Brasília manteve a intensidade e incendiou a torcida com duas enterradas explosivas do pivô Brunão. O terceiro quarto preservou o alto nível técnico visto anteriormente. Enquanto o Flamengo insistia na força do garrafão como principal arma, o Brasília ajustou a retaguarda e conseguiu neutralizar as investidas rubro-negras. Jogando com inteligência e mantendo o controle do ritmo, os extraterrestres sustentaram a liderança durante todo o período, fechando a parcial em 58 x 52.
No último quarto, o Flamengo mostrou que não se entregaria facilmente. A equipe carioca reduziu a diferença para apenas dois pontos logo nos primeiros minutos, incendiando a partida. Nas arquibancadas, o duelo de vozes era intenso, de um lado, os rubro-negros entoavam o grito de "Vamos virar, Mengo!"; do outro, a torcida candanga respondia à altura, empurrando o time da casa. A reação brasiliense em quadra foi imediata. Corvalán converteu mais uma bola de três e Buiú, com uma enterrada, levou o ginásio à loucura. Com a vantagem chegando aos dez pontos pela primeira vez, o Brasília consolidou uma atuação de gala.
Mesmo com a larga vantagem, a vitória não estava garantida, e a margem, que era de 10 pontos, o Flamengo encurtou para apenas três. A chance do empate estava nas mãos do camisa 44 dos rubro-negros, Negrete, que sofreu falta no chute de três e foi bater três lances livres. Contudo, o jogador errou um dos arremessos e a diferença ficou em apenas um ponto. Do lado do Brasília, Von Haydin sofreu falta e converteu os dois lances livres, devolvendo a bola à franquia do Rio com a diferença de três no marcador. Os extraterrestres se defenderam bem e fecharam o jogo em 85 x 80.
Infelizmente, o último quarto também ficou marcado por uma confusão no setor destinado ao Flamengo. Torcedores rubro-negros acenderam sinalizadores no Ginásio e precisaram ser retirados do local por seguranças.
*Estagiário sob a supervisão de Victor Parrini
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