O ataque de 114 gols: esse é o peso ofensivo dos oito jogadores de frente convocados nesta segunda-feira (18/5) pelo técnico Carlo Ancelotti para colaborar com a Seleção Brasileira na caça ao hexa na Copa do Mundo do Canadá, dos Estados Unidos e do México.
A lista evidencia um setor montado com características complementares. Há velocidade pelos lados, força física, profundidade, capacidade de drible, atacantes móveis e diferentes alternativas para a camisa 9, tema que perseguiu o Brasil durante praticamente todo o ciclo.
O maior colaborador ofensivo é o brasiliense Igor Thiago. Nascido no Gama e criado em Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal, o centroavante empurrou 26 bolas para o fundo das redes adversárias na temporada, incluindo o pênalti convertido na vitória por 3 x 1 contra a Croácia, no último amistoso da Seleção antes da convocação. Com 1,91m, oferece justamente a característica mais rara no atual futebol brasileiro: presença física de área. É vice-artilheiro da Premier League, com 22 gols pelo Brentford, atrás apenas do fenômeno do Manchester City, Erling Haaland (26).
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Eleito melhor jogador do mundo pela Fifa em 2024, Vinicius Junior chega com 23 gols e status de principal referência técnica da equipe. O atacante do Real Madrid segue sendo o jogador mais desequilibrante da Seleção no um contra um, especialmente em transições rápidas e ataques em campo aberto. Ao lado dele, Raphinha fecha o pódio ofensivo da convocação, com 21. Muito mais do que ponta, tornou-se um articulador híbrido ao longo do ciclo, aparecendo por dentro para participar da criação e acelerar a circulação ofensiva.
Gabriel Martinelli surge como escape de velocidade e agressividade sem bola. Mesmo menos goleador do que os companheiros de ataque, marcou 13 vezes na temporada e oferece intensidade de pressão, recomposição defensiva e capacidade de atacar espaços longos.
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Mais acostumado ao papel de falso 9, Matheus Cunha soma 10 gols pelo Manchester United e virou peça importante justamente pela movimentação constante entre linhas, capacidade associativa e versatilidade para atuar centralizado ou mais recuado.
Reinventado como atacante pela direita durante o empréstimo ao Lyon, Endrick marcou oito gols em 21 partidas e ampliou repertório. Antes visto apenas como centroavante de área, passou a atuar mais aberto, atacando diagonais e participando da construção ofensiva.
Rival de Endrick nos tempos de categorias de base, Rayan também ganhou espaço no futebol europeu. O atacante marcou cinco gols pelo Bournemouth e outros dois pelo Vasco antes da transferência para a Terra do Rei Charles III. Caracteriza-se pela aceleração e chute de média distância.
Nome mais aguardado entre os 26 convocados, Neymar fecha a lista com seis gols. Aos 34 anos, o camisa 10 chega à Copa reinventado. Deixou de ser o ponta explosivo dos primeiros anos de carreira para atuar mais próximo da área, quase como um segundo atacante ou organizador avançado. Mesmo fisicamente distante do auge, segue sendo o jogador mais criativo da geração brasileira e capaz de diminuir a pressão incessante sobre Vinicius Junior por protagonismo com a Amarelinha.
Os 26 de Ancelotti
Goleiros
Alisson (Liverpool)
Ederson (Fenerbahçe)
Weverton (Grêmio)
Defensores
Alex Sandro (Flamengo)
Bremer (Juventus)
Danilo (Flamengo)
Douglas Santos (Zenit)
Gabriel Magalhães (Arsenal)
Roger Ibañez (Al-Ahli)
Léo Pereira (Flamengo)
Marquinhos (Paris Saint-Germain)
Wesley (Roma)
Meio-campistas
Bruno Guimarães (Newcastle)
Casemiro (Manchester United)
Danilo (Botafogo)
Fabinho (Al-Ittihad)
Lucas Paquetá (Flamengo)
Atacantes
Endrick (Lyon)
Gabriel Martinelli (Arsenal)
Igor Thiago (Brentford)
Matheus Cunha (Manchester United)
Neymar (Santos)
Raphinha (Barcelona)
Rayan (Bournemouth)
Vinicius Junior (Real Madrid)
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