
Para vencer a Copa do Mundo é preciso além da garra, talento e trabalho de equipe, um pouco de liderança. Esse papel é exercido pelo capitão do time, que além representar a equipe nas derrotas e vitórias, em caso de triunfo do torneio, será eternizado na história como aquele que levantou o troféu do mundo.
O Brasil é privilegiado no “levantamento de taças da Copa”, como foi campeão cinco vezes, cinco jogadores diferentes tiveram a honra de erguer a taça mais desejada por todas as seleções. O Correio listou quem foram os capitães da Seleção nos títulos do Brasil. Confira:
Bellini – 1958
O primeiro brasileiro que liderou a Seleção Brasileira em um título mundial foi Hilderaldo Luís Bellini, zagueiro com passagens por times como São Paulo e Vasco da Gama. Na final da Copa de 1958, disputada na Suécia, onde o Brasil venceu os donos da casa por 5x2, Bellini criou uma tradição no torneio seguida pelos capitães até os dias de hoje. Ao receber a taça das mãos do rei da Suécia Gustavo IV Adolfo, o brasileiro decidiu erguer o troféu acima da cabeça, de modo que ele ficasse mais visível ao público e fotógrafos.
Bellini foi também bicampeão com o Brasil em 1962, no Chile. Ao todo, além de ter vencido duas Copas do Mundo, foram 58 partidas com a amarelinha, mas nenhum gol. O eterno zagueiro da primeira conquista do mundo morreu aos 83 anos em São Paulo, em 2014, vítima de falência múltipla dos órgãos. Antes de morrer, Bellini passou anos lutando contra o Mal do Alzheimer.
Mauro Ramos – 1962
Capitão do Brasil no bicampeonato em 1962, Mauro Ramos era zagueiro do Botafogo, e teve que assumir o comando da seleção em um momento complicado para a Seleção. No segundo jogo do torneio, que aconteceu no Chile, Pelé, principal jogador do Brasil, se machucou e ficou de fora do restante da competição. Apesar da lesão do craque, a liderança de Mauro Ramos e o talento de Garrincha levaram a seleção a vitória.
O zagueiro defendeu o Brasil em 28 partidas oficiais, sem nenhum gol. Mauro morreu aos 72 anos, em 2002, na cidade de Poços de Caldas, Minas Gerais. O capitão do bi travava uma batalha contra um câncer de estômago, que na época se tornou irreversível, levando o jogador à morte.
Carlos Alberto Torres – 1970
Liderada por Carlos Alberto Torres, a seleção do Brasil na conquista de 1970 é considerada por muitos como o melhor time da história. O lateral-direito do Fluminense e Santos, ficou marcado na história como o capitão mais jovem da história do Brasil a erguer a taça da Copa do Mundo, com apenas 25 anos. Carlos Alberto teve o privilégio de se consagrar na história em um momento em que o Brasil se consolidou como uma potência inquestionável do futebol mundial.
Ao todo foram 61 partidas e nove gols pela Seleção, um deles inclusive, na final da Copa de 1970 contra a Itália, que terminou 4x1 para o Brasil. O ídolo da Seleção Brasileira morreu em 2016, aos 72 anos de idade, no Rio de Janeiro.
Dunga – 1994
Depois de 24 anos da conquista do tri em 1970, Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, foi o responsável por liderar o Brasil para o tetra, nos Estados Unidos. Formado no Internacional de Porto Alegre, Dunga foi alvo de críticas durante todo o torneio pelo modo que liderava o time, com intensidade, disciplina tática e força mental, fatores que sustentaram os jogadores nos momentos mais difíceis da competição.
Atualmente com 62 anos, Dunga disputou 91 partidas pela Seleção Brasileira, marcando seis gols. O capitão do tetra voltaria anos mais tarde para comandar o Brasil, dessa vez como técnico na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, levando a Seleção até as quartas de final.
Cafu – 2002
O último brasileiro a ter o privilégio de levantar a taça da Copa do Mundo, foi Marcos Evangelista de Morais, o lendário Cafu. Além de capitão do penta, Cafu é também o único jogador da história a jogar três finais de Copa do Mundo consecutivas, tendo se consagrado campeão em duas delas: 1994 e 2002. A imagem de Cafu levantando o troféu em Tokyo é uma das mais emblemáticas da história do futebol.
Com passagens por São Paulo, Milan e Roma, Cafu é considerado por muitos como o melhor lateral-direito da história do esporte. Ao todo pela seleção brasileira foram 150 jogos, onde apenas 20 foram derrotas, marcando cinco gols.
*Estagiário sob supervisão de Ronayre Nunes
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