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México e África do Sul entrarão no gramado do Estádio Azteca na estreia da Copa

Pelé fez arte em 1970. Maradona transformou 1986 em epopéia. No Estádio Azteca, México e África do Sul abrem o Mundial de 2026 em busca do próximo protagonista

Pelé, Maradona e o Estádio Azteca -  (crédito: Imagem gerada por I.A.)
Pelé, Maradona e o Estádio Azteca - (crédito: Imagem gerada por I.A.)

Nova Jersey (EUA) — Existe algo de diferente quando uma Copa começa no México. Poucos países sabem transformar o evento em linguagem própria. Entre mariachis, muralistas e receitas transmitidas de geração em geração, o país recebe novamente o planeta para o ritual que inaugura o maior espetáculo do futebol.

Hoje, às 16h, quando México e África do Sul entrarem no gramado do Estádio Azteca, será difícil não imaginar que a 'Festa no Céu' ganhou uma arquibancada especial. Pelé e Maradona, donos das duas Copas anteriores disputadas em solo mexicano, parecem ocupar camarotes invisíveis na memória coletiva da arena. O Rei fez de 1970 uma obra-prima. O Príncipe transformou 1986 em lenda. Agora, o México abre as portas para a busca de um novo personagem.

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As experiências anteriores recomendam paciência. Em 1970, os anfitriões empataram sem gols com a União Soviética na estreia. Dezesseis anos depois, Itália e Bulgária ficaram no 1 x 1. Nenhum daqueles capítulos antecipava o que viria a seguir: Pelé e Maradona em atuações que entraram para a eternidade do torneio.

As Copas mexicanas lembram um mole preparado em fogo baixo. O prato mais emblemático da culinária local exige tempo para revelar toda a riqueza. Também se parecem com as novelas do país: o capítulo de estreia apresenta personagens: o protagonista aparece depois.

Talvez por isso o reencontro entre México e África do Sul carregue simbolismo. Em 2010, dividiram a abertura no Soccer City, em Joanesburgo. O chute de Siphiwe Tshabalala entrou para o almanaque dos Mundiais. Agora, voltam a inaugurar uma edição, desta vez sob o peso e o brilho do Azteca lotado.

O México carrega o privilégio de abrir uma Copa pela terceira vez. A esperança está em Santiago Giménez, na liderança de Edson Álvarez e no impulso de uma torcida que sonha ir além das quartas de final pela primeira vez.

A África do Sul chega com menos expectativa, mas longe de ser figurante. Organizada e competitiva, vê a estreia como chance de ocupar o centro do palco.

Como em todo grande enredo, ainda não se sabe quem será o protagonista. Pode estar em campo ou em algum centro de treinamento, sem sequer imaginar a iminência de entrar para a história.

Enquanto isso, o Azteca aguarda. O estádio que viu Pelé erguer a Jules Rimet e Maradona levantar a Copa se prepara para mais um capítulo da própria lenda. Quando a bola rolar, não será apenas México x África do Sul. É mais um episódio do templo onde Pelé e Maradona encontraram a eternidade.

Lá do alto, dois velhos campeões parecem observar em silêncio.

Aqui embaixo, o mundo prende a respiração. A Copa do Mundo está de volta ao lugar onde as lendas gostam de nascer.

 


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postado em 11/06/2026 03:34
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