
A dois dias para a Copa do Mundo deste ano, o subprocurador-Geral de Justiça Desportiva do Futebol, Ronald Barbosa, reconheceu nesta quarta-feira (10/6), que as regulamentações da Fifa, entidade organizadora do torneio , foram mais efetivas na copa de 2014, no Brasil, do que nos Estados Unidos, um dos países-sede do torneio mundial de 2026.
"No caso do Brasil (em 2014), a Fifa teve mais autonomia do que está tendo atualmente, nos Estados Unidos", constatou Barbosa, que participou da edição do CB Poder desta quarta-feira (10/6), uma parceria entre o Correio e a TV Brasília.
Aos jornalistas Sibele Negromonte e Marcelo Agner, Barbosa afirmou que as principais divergências dos EUA às normas previstas pela Fifa perpassam por questões relacionadas à migração, segurança e aspectos de segurança nacional.
No âmbito da imigração, as ações dos Estados Unidos têm gerado restrições às delegações e até a torcedores de seleções que vão participar da Copa do Mundo. O governo norte-americano barrou o árbitro da Somália Omar Artan, além de limitar a entrada da seleção do Irã, que teve de tranferir seu centro de treinamento para o México.
Já no Brasil, para a copa de 2014, foi aprovada a Lei Geral da Copa, com uma série de regras temporárias com o objetivo de garantir as exigências feitas pela Fifa para a realização do torneio. Entre as mudanças aprovadas à época, a lei restringiu a venda de produtos de empresas não patrocinadoras daquela edição da Copa do Mundo.
Regras adotadas nos EUA
Embora os Estados Unidos tenham mantido maior controle sobre segurança nacional e imigração, o país aceitou seguir as normas da Fifa que tratam do combate ao marketing de empresas não patrocinadoras do evento e a flexibilização nas leis trabalhistas norte-americanas.
"Se você não é patrocinador do evento e você se aproveita do evento para fazer uma ação de marketing naquele evento para trazer a atenção para seu produto, os Estados Unidos já falou que quem dizer isso fica sujeito a uma multa de até US$ 15 milhões com o congelamento dos ativos dentro do país. Isso não vai ser tolerado de nenhuma forma", disse.
Quanto à flexibilização das leis trabalhistas dos EUA, o representante do STJD do Futebol relatou que o país acatou que sejam diferentes as regras na forma de contratação de funcionários que atuarão diretamente na realização do evento.

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