
O sucesso de jovens pilotos brasileiros, como Gabriel Bortoleto, campeão da Fórmula 2 em 2024 e atualmente na Fórmula 1, inspira uma pergunta comum entre fãs de automobilismo: como se tornar um piloto de corrida? A jornada, que pode levar às principais categorias do mundo, é desafiadora, exige talento e, principalmente, um alto investimento financeiro que começa muito antes dos carros de fórmula.
O caminho para o profissionalismo quase sempre começa na infância, com o kart sendo a porta de entrada universal. É nesta categoria que os futuros pilotos aprendem os fundamentos da pilotagem, o comportamento do carro na pista e as primeiras noções de competitividade. A idade ideal para iniciar é por volta dos sete ou oito anos.
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Quanto custa para começar?
Entrar no mundo do kart competitivo exige um orçamento considerável. Os custos iniciais envolvem a compra de equipamentos essenciais, que podem ser novos ou usados para baratear o processo. Os valores são estimativas e podem variar conforme a região e o nível da competição.
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Chassi e motor: um conjunto usado, em bom estado, pode ser encontrado a partir de R$ 15 mil. Um equipamento novo, de ponta, facilmente ultrapassa os R$ 40 mil.
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Equipamentos de segurança: macacão, capacete, luvas, sapatilhas e protetor de costela são obrigatórios. O investimento nesse kit de segurança parte de R$ 5 mil.
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Custos recorrentes: além do investimento inicial, as despesas mensais são altas. Elas incluem a troca de pneus (um jogo pode custar mais de R$ 1.200 e dura poucas corridas), combustível, inscrições em campeonatos, manutenção, viagens e treinos.
Somando tudo, uma temporada em um campeonato regional de kart pode exigir um investimento anual que varia de R$ 80 mil a mais de R$ 300 mil, dependendo da estrutura da equipe e do nível técnico da disputa.
O caminho após o kart
Após anos de dedicação e bons resultados no kart, o piloto precisa buscar patrocínios para dar o próximo passo: os carros de fórmula. A escada tradicional para quem sonha com a Fórmula 1 começa em categorias de base, como a Fórmula 4, que já exige orçamentos de centenas de milhares de reais por temporada.
A progressão natural segue para a Fórmula 3 e, depois, para a Fórmula 2, com os custos se tornando milionários a cada degrau. Um exemplo recente de sucesso é o de Gabriel Bortoleto, que conquistou os títulos da F3 (2023) e da F2 (2024) em suas temporadas de estreia, garantindo sua vaga na F1. É nesta fase que o apoio de grandes empresas e programas de desenvolvimento de jovens pilotos se torna fundamental. Outros caminhos possíveis incluem categorias de turismo, como a Stock Car no Brasil, ou corridas de longa duração, conhecidas como endurance.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
