Às vésperas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, Neymar ainda é o grande assunto dos noticiários. O camisa 10 continua sem condições de participar dos treinamentos com bola ao lado dos companheiros. Apesar da expectativa criada após o exame realizado na última segunda-feira (08/6), a evolução da lesão na panturrilha direita ainda não foi suficiente para que o atacante avançasse de etapa em seu processo de recuperação.
O novo exame apontou progresso dentro do esperado, mas também reforçou a necessidade de cautela. Por isso, o departamento médico da Seleção Brasileira mantém o planejamento traçado desde a apresentação do jogador na Granja Comary, no fim de maio.
A orientação da equipe liderada pelo médico Rodrigo Lasmar é que Neymar só será liberado para atividades com bola quando houver total segurança de que a lesão está completamente cicatrizada e sem risco de agravamento.
Diante desse cenário, a tendência é que Neymar não esteja disponível para a partida de abertura do Brasil na Copa do Mundo, marcada para sábado (13/6), contra Marrocos. O planejamento mais provável neste momento aponta para um retorno na segunda rodada da fase de grupos, quando a Seleção enfrentará o Haiti, no dia 19, na Filadélfia.
Mesmo uma eventual presença no banco diante dos marroquinos é vista apenas como uma possibilidade simbólica. Caso isso aconteça, a participação teria muito mais relação com o impacto emocional de sua presença junto ao elenco do que com uma utilização efetiva em campo.
Neymar e sua obsessão pela recuperação
Enquanto aguarda a liberação médica, Neymar tem chamado atenção nos bastidores pela dedicação ao tratamento. Aliás, de acordo com pessoas que acompanham a rotina da Seleção, o atacante realiza sessões de recuperação em até três períodos por dia. O comprometimento se mantém inclusive nos momentos em que o restante do elenco recebe folgas ou atividades mais leves.
No hotel da delegação e também no centro de treinamento, a imagem é de um jogador completamente focado em acelerar a recuperação sem comprometer a segurança física.
A urgência tem uma explicação especial. Aos 34 anos, Neymar encara a Copa do Mundo de 2026 como a última da carreira. Nas últimas semanas, o próprio atacante reforçou esse sentimento ao utilizar a expressão "last dance" em publicações nas redes sociais ao falar sobre o torneio.
Mesmo sem participar dos treinamentos coletivos, Neymar segue exercendo influência importante dentro do grupo. O atacante mantém proximidade com as principais lideranças da equipe, como Casemiro, Marquinhos, Danilo e Alisson. Contudo, também dedica atenção aos jogadores mais jovens do elenco.
Nos bastidores, o camisa 10 tem atuado como conselheiro e referência para diversos companheiros. A postura tem sido bastante elogiada internamente. Além disso, ajuda a reforçar sua importância para a Seleção mesmo durante o período em que permanece afastado dos gramados.
Enquanto Ancelotti trabalha para definir a equipe que enfrentará Marrocos, Neymar segue concentrado na recuperação da lesão. A expectativa da comissão técnica é contar com o camisa 10 ao longo da fase de grupos, desde que ele apresente evolução dentro dos prazos estabelecidos pelo departamento médico.
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