MATA-MATA

Com Pulisic e Džeko, Estados Unidos e Bósnia fazem duelo no mata-mata

Anfitriões ainda buscam se consolidar entre as grandes seleções de futebol global. Neste ano, a expectativa é superar o feito da campanha inaugural de 1930, quando finalizaram o torneio na terceira posição.

*Por Mel Karoline

A primeira fase de mata-mata da Copa do Mundo de 2026 tem revelado classificações inesperadas. Até aqui, favoritos como as gigantes Holanda e Alemanha foram contra as estatísticas e ficaram pelo caminho. Hoje, às 21h, é a vez dos Estados Unidos entrarem em campo contra a Bósnia e Herzegovina, no Levi's Stadium, em San Francisco. Os anfitriões ainda buscam se consolidar entre as grandes seleções de futebol global. Neste ano, a expectativa é superar o feito da campanha inaugural de 1930, quando finalizaram o torneio na terceira posição.

Para a Bósnia, chegar ao mata-mata da Copa do Mundo tem um peso diferente nesta que é a segunda participação dos europeus em mundiais. A primeira foi em 2014, na Copa do Mundo do Brasil, quando os bósnios não passaram da fase de grupos. Os norte-americanos já cruzaram o caminho dos Dragões dos Bálcãs três vezes, todas em amistosos internacionais. Em nenhuma delas, os europeus lograram êxito: Estados Unidos 4 x 3, em 2013; 0 x 0, em 2018; e 1 x 0, em 2021. Chegar à fase dos 16 avos de final, agora, tornou-se histórico para o país.

Os Estados Unidos, no entanto, vão para a 12ª participação da competição. Em 1930, quando disputaram a taça pela primeira vez, fizeram a melhor campanha da história. Quase 100 anos atrás, no Uruguai, os EUA terminaram a fase de grupos invictos, mas caíram para a Argentina nas semifinais, com uma goleada por 6 x 1. Desde então, o mais longe que chegaram foi em 2002, eliminados pela a Alemanha nas quartas de final. Não conseguiram se classificar para a Copa de 2018 e, em 2022, não passaram das oitavas.

Pusilic e Dzeko

Será uma dura disputa entre duas seleções que sonham em ir longe. Como um dos países-sede, o Estados Unidos contam com o apoio da torcida e a boa fase do astro Christian Pulisic. Aos 27 anos, o meia-atacante é uma figura central dessa geração americana que tem empolgado o país-sede. Depois de uma fase de grupos prejudicado por uma lesão na panturrilha, sofrida na estreia da equipe no torneio, o jogador do Milan (Itália) busca deixar sua marca no mata-mata, diante de seus conterrâneos.

De ascendência croata por parte do avô materno, Pulisic nasceu em Hershey, na Pensilvânia, e chegou a obter a cidadania croata para estrear na Bundesliga pelo Borussia Dortmund, em 2016, aos 17 anos, evitando assim ser classificado como jogador de fora da União Europeia.

A Bósnia, por sua vez, carrega a força do atacante Dzeko e o defensor Sead Kolašinac, únicos remanescentes do time que veio ao Brasil, 12 anos atrás. É uma equipe que cresceu assistindo àquele time conquistar um espaço de destaque nas prateleiras do futebol europeu e que, hoje, serve de inspiração.

O capitão da equipe dos EUA, Tim Ream, espera uma Bósnia "forte e física", que "não está aqui por acaso". "Precisaremos movimentar a bola rapidamente e tentar desestabilizar a defesa deles", disse o defensor, na concentração da seleção em Irvine, perto de Los Angeles.

"Independentemente da situação, seja na fase de grupos, seja no mata-mata, sempre colocamos muita pressão sobre nós mesmos. Isso não muda. Se continuarmos fazendo o que fizemos, estaremos na melhor posição possível para nos classificarmos", acrescentou ele, sabendo que sua equipe tem causado uma boa impressão com seu estilo de jogo ofensivo e bem organizado.

Os americanos enfrentarão um rosto conhecido: o ponta Esmir Bajraktarevic, de 21 anos, jogador do PSV Eindhoven, da Holanda. Nascido em Wisconsin, ele passou pelas categorias de base da seleção dos EUA e chegou a atuar pela equipe principal em 2024, antes de decidir representar a nação balcânica. (Com agências). 

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