BRASILEIRÃO

Como Fluminense e Vasco lapidam talentos no DF para clássicos no futuro

Fomos às escolinhas do Tricolor e do Cruzmaltino na capital para conversar com as joias do futuro de ambos os clubes e entender como nascem os sonhos de jogar Maracanã

 A projeção de chegar ao Vasco, como o zagueiro de Ceilândia Robert Renan, move os meninos da academia cruzmaltina em Vicente Pires -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
A projeção de chegar ao Vasco, como o zagueiro de Ceilândia Robert Renan, move os meninos da academia cruzmaltina em Vicente Pires - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

Bem-aventurado é o clássico que não se limita a pensar no jogo deste sábado (5/9), às 21h, no Maracanã, pela 26ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Fluminense e Vasco caçam talentos fora do Rio de Janeiro — e Brasília é um dos celeiros da reposição de craques do amanhã para os centros de treinamento Carlos José Castillo e Moacyr Barbosa.

Com pouca idade e muito talento, Joseph Ravi, aos oito anos, se destaca na base do Vasco Academy, em Vicente Pires. Quase como um coringa dentro das quatro linhas, o garoto se sente confortável para jogar em diferentes posições, apesar de ter as preferidas: as duas laterais. Com um exemplo dentro de casa, Ravi cresceu vendo o pai, Jorsaniel de Lima, jogar bola. Aos seis anos, iniciou-se nas quadras de futsal antes de migrar para o gramado, quando ingressou na escolinha cruzmaltina no Distrito Federal.

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"Meu sonho é ser jogador de futebol profissional, jogar em um estádio famoso. Jogar em São Januário, no Maracanã", projeta. Recentemente, a joia do Distrito Federal passou por diversas seletivas em clubes fora da capital. Além do talento, Ravi e os outros miniatletas do curso são acompanhados por profissionais engajados na formação de cidadãos antes de serem jogadores.

"Nosso objetivo é também trabalhar os garotos que gostam do esporte, incentivá-los a jogar o futebol, não só para se tornar um atleta, mas para se tornar um cidadão. Tem criança aqui que, quando pega o uniforme da escolinha, o pai conta que acordou de madrugada e ele estava dormindo com o uniforme e de chuteira. Nós ficamos muito felizes, principalmente quando alguns deles atingem o objetivo de entrar numa base. Tem atleta nosso que está jogando na Europa", conta Elvis Vasconcelos, diretor e professor da Vasco Academy.

 04.09.2026 Carlos Vieira CB/DA Press. Escolinha do Fluminense. Antônio Washington em primeiro plano
Quinto em pé da esquerda para a direita, Antonio Washington, filho do ídolo tricolor Coração Valente, é uma das joias da escola do Fluminense na Asa Sul (foto: Carlos Vieira CB/DA Press)

Do outro lado, a paixão pelo futebol corre na veia. Filho do brasiliense e ídolo tricolor Washington Coração Valente, Antônio Washington pretende seguir os passos do pai centroavante: ser jogador profissional e ostentar a camisa 9 nas costas. Aos 14 anos, o atacante estuda na escolinha do Fluminense na capital do país. Desenvolvido, o jovem afirmou nunca ter sido influenciado por Washington para jogar e sempre teve o poder de escolha do que seguir.

"Para mim, é uma paixão que eu tenho desde pequeno e quero levar para a vida. Ser jogador de futebol profissional e seguir os passos dele, vestir a camisa da Seleção Brasileira", afirmou. "Meu sonho é jogar um clássico no Maracanã com a torcida sabendo que eu sou o filho dele para seguir os mesmos passos aqui", vislumbra.

Carioca em Brasília, João Paulo Ferraz coordena a franquia tricolor na capital há quatro anos, investindo na escolinha de base do clube. "Eu costumo dizer que o importante para eles é pisar no campo, é jogar. Independentemente do nível, de onde, o mais importante para esses moleques é estarem em campo", destaca.

Ravi e Antônio, apesar de carregarem escudos rivais, têm muito em comum. Ao Correio, afirmaram ter os pais como ídolos no futebol. Mas não negaram a admiração pelo camisa 10 da Seleção Brasileira: Neymar Júnior. Ambos compartilham o sonho de poder representar a Amarelinha, assim como o jogador do Santos. Porém, não são somente os meninos que compartilham semelhanças. Elvis e João também. Os coordenadores se realizam nos atletas e criam um vínculo para além de aluno e professor.

"Eu costumo dizer que o importante para eles é pisar no campo, é jogar. Independentemente do nível, independentemente de onde, o mais importante para esses moleques é estarem em campo", exclamou.

*Estagiária sob a supervisão de Marcos Paulo Lima

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postado em 05/09/2026 05:02
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