Atividade física

Conheça o pickleball, modalidade que ganha espaço em Brasília

Esporte mistura elementos do tênis, beach tennis e tênis de mesa em partidas rápidas e acessíveis; Brasília já conta com academias, clubes e espaços dedicados à prática

Imagine uma quadra menor, uma raquete mais curta, uma bola plástica cheia de furos e um jogo capaz de misturar velocidade, reflexo e estratégia sem exigir grandes deslocamentos. Essa é a receita do pickleball, modalidade criada nos Estados Unidos e ainda relativamente nova para muitos brasileiros, mas já em expansão no país e começando a conquistar espaço entre os praticantes de esportes de raquete em Brasília.

O nome pode parecer estranho para quem nunca teve contato com o esporte, mas a dinâmica é fácil de entender. O pickleball combina elementos do tênis, do beach tennis e do tênis de mesa. As partidas podem ser individuais ou em duplas e são disputadas em uma quadra de dimensões menores em comparação a de tênis, com uma rede mais baixa, uma raquete específica e uma bola plástica perfurada.

Outros detalhes lembram o tênis. O objetivo é fazer a bola passar por cima da rede e tocar dentro da área válida da quadra adversária sem permitir uma devolução capaz de manter a disputa. Uma das particularidades está na chamada kitchen, ou zona de não voleio, uma área de 2,13 metros a partir da rede em cada lado. Nela, não é permitido acertar a bola de primeira, no ar, enquanto o jogador estiver dentro da área.

Há mais uma regra característica: a chamada regra dos dois quiques. Após o saque, a devolução precisa quicar antes de ser rebatida novamente. Depois desse segundo quique, os jogadores podem optar por voleios ou golpes após o quique, dando início a uma dinâmica de trocas rápidas e variadas.

Mais estratégia, menos distância

A quadra reduzida faz diferença na experiência de quem joga. Em comparação com o tênis, os deslocamentos são menores, mas isso não significa um esporte parado. Mudanças de direção, acelerações curtas, reflexos e tomadas rápidas de decisão fazem parte de praticamente toda troca.

Na Companhia Athletica Brasília, onde o pickleball passou a integrar a programação da academia, a combinação entre acessibilidade e estratégia tem atraído novos praticantes. Segundo Felipe Feijó, gestor técnico da unidade, a modalidade consegue apresentar desafios mesmo para quem está tendo o primeiro contato com um esporte de raquete. “O pickleball é um esporte de raquete que mistura algumas características do tênis, do beach tennis e do tênis de mesa. Ele é jogado em uma quadra menor, com uma raquete mais curta e uma bola plástica perfurada”, explica.

A dinâmica também muda a relação com a força. Com os jogadores mais próximos e menos espaço para deslocamentos longos, a escolha do golpe e do lugar para colocar a bola pode ser tão importante quanto a potência. “Como os espaços são menores, não é preciso ficar correndo grandes distâncias o tempo todo. Ao mesmo tempo, o jogo exige bastante atenção, reflexo, coordenação e estratégia”, afirma Feijó.

Quem pode jogar?

Uma das características apontadas por praticantes e profissionais é a facilidade para começar. Não é necessário ter experiência anterior com tênis, beach tennis ou outra modalidade de raquete. Os fundamentos podem ser aprendidos gradualmente, enquanto a intensidade aumenta conforme o jogador desenvolve domínio dos golpes e da movimentação.

Na avaliação de Feijó, essa porta de entrada mais simples ajuda a explicar o interesse inicial pelo esporte. “O mais interessante é ver pessoas que talvez nunca tivessem pensado em praticar um esporte de raquete se divertindo logo nos primeiros contatos. A procura acabou sendo maior do que esperávamos”, relata.

A modalidade também permite trabalhar diferentes capacidades físicas. Agilidade, coordenação motora, equilíbrio e velocidade de reação aparecem durante as partidas, enquanto a necessidade de antecipar jogadas e escolher onde colocar a bola acrescenta uma camada cognitiva ao exercício. “Trabalhamos condicionamento físico, agilidade, coordenação motora, equilíbrio, velocidade de reação e também aspectos de concentração e tomada de decisão”, pontua Feijó.

Outro elemento citado por ele é a sensação de diversão durante o prática. “A pessoa muitas vezes nem percebe que está fazendo exercício, porque está envolvida com o jogo”, diz.

Onde praticar em Brasília?

O crescimento da modalidade já começa a aparecer na estrutura esportiva da capital. A Companhia Athletica Brasília oferece aulas de pickleball às terças e quintas-feiras, às 8h, e avalia a abertura de novos horários diante da demanda crescente. A unidade fica no Setor de Clubes Esportivos Sul, na Asa Sul.

O Clube Naval de Brasília também mantém aulas da modalidade. Outra opção é o Clube do Exército, que mantém quadras de pickleball nas sedes do Lago e do Setor Militar Urbano. Há ainda opções como o Cota Mil Iate Clube e a PlayTennis Brasília, além de espaços públicos utilizados por grupos de praticantes, segundo levantamentos sobre a expansão da modalidade na capital.

Para quem está acostumado ao tênis ou ao beach tennis, a adaptação pode parecer natural. Para quem nunca segurou uma raquete, o desafio é outro: aprender a controlar uma bola mais leve, entender os limites da kitchen e descobrir a importância de colocar a bola no lugar certo. É justamente nessa mistura entre simplicidade para começar e estratégia para evoluir que o pickleball vem encontrando espaço na capital federal.

Imagine uma quadra menor, uma raquete mais curta, uma bola plástica cheia de furos e um jogo capaz de misturar velocidade, reflexo e estratégia sem exigir grandes deslocamentos. Essa é a receita do pickleball, modalidade criada nos Estados Unidos e ainda relativamente nova para muitos brasileiros, mas já em expansão no país e começando a conquistar espaço entre os praticantes de esportes de raquete em Brasília.

O nome pode parecer estranho para quem nunca teve contato com o esporte, mas a dinâmica é fácil de entender. O pickleball combina elementos do tênis, do beach tennis e do tênis de mesa. As partidas podem ser individuais ou em duplas e são disputadas em uma quadra de dimensões menores do que a de tênis, com uma rede mais baixa, uma raquete específica e uma bola plástica perfurada.

O objetivo é fazer a bola passar por cima da rede e tocar dentro da área válida da quadra adversária sem permitir uma devolução capaz de manter a disputa. Uma das particularidades está na chamada kitchen, ou zona de não voleio, uma área de 2,13 metros a partir da rede em cada lado. Nela, não é permitido acertar a bola de primeira, no ar, enquanto o jogador estiver dentro da área.

Outra regra característica é a chamada regra dos dois quiques. Após o saque, a devolução precisa quicar antes de ser rebatida novamente. Depois desse segundo quique, os jogadores podem optar por voleios ou golpes após o quique, dando início a uma dinâmica de trocas rápidas e variadas.

Mais estratégia, menos distância

A quadra reduzida faz diferença na experiência de quem joga. Em comparação com o tênis, os deslocamentos são menores, mas isso não significa um esporte parado. Mudanças de direção, acelerações curtas, reflexos e tomadas rápidas de decisão fazem parte de praticamente toda troca.

Na Companhia Athletica Brasília, onde o pickleball passou a integrar a programação da academia, a combinação entre acessibilidade e estratégia tem atraído novos praticantes. Segundo Felipe Feijó, gestor técnico da unidade, a modalidade consegue apresentar desafios mesmo para quem está tendo o primeiro contato com um esporte de raquete. “O pickleball é um esporte de raquete que mistura algumas características do tênis, do beach tennis e do tênis de mesa. Ele é jogado em uma quadra menor, com uma raquete mais curta e uma bola plástica perfurada”, explica.

A dinâmica também muda a relação com a força. Com os jogadores mais próximos e menos espaço para deslocamentos longos, a escolha do golpe e do lugar para colocar a bola pode ser tão importante quanto a potência. “Como os espaços são menores, não é preciso ficar correndo grandes distâncias o tempo todo. Ao mesmo tempo, o jogo exige bastante atenção, reflexo, coordenação e estratégia”, afirma Feijó.

Quem pode jogar?

Uma das características apontadas por praticantes e profissionais é a facilidade para começar. Não é necessário ter experiência anterior com tênis, beach tennis ou outra modalidade de raquete. Os fundamentos podem ser aprendidos gradualmente, enquanto a intensidade aumenta conforme o jogador desenvolve domínio dos golpes e da movimentação.

Na avaliação de Feijó, essa porta de entrada mais simples ajuda a explicar o interesse inicial pelo esporte. “O mais interessante é ver pessoas que talvez nunca tivessem pensado em praticar um esporte de raquete se divertindo logo nos primeiros contatos. A procura acabou sendo maior do que esperávamos”, relata.

A modalidade também permite trabalhar diferentes capacidades físicas. Agilidade, coordenação motora, equilíbrio e velocidade de reação aparecem durante as partidas, enquanto a necessidade de antecipar jogadas e escolher onde colocar a bola acrescenta uma camada cognitiva ao exercício. “Trabalhamos condicionamento físico, agilidade, coordenação motora, equilíbrio, velocidade de reação e também aspectos de concentração e tomada de decisão”, pontua Feijó.

Outro elemento citado por ele é a sensação de diversão durante o jogo. “A pessoa muitas vezes nem percebe que está fazendo exercício, porque está envolvida com o jogo”, diz.

Onde praticar em Brasília?

O crescimento da modalidade já começa a aparecer na estrutura esportiva da capital. A Companhia Athletica Brasília oferece aulas de pickleball às terças e quintas-feiras, às 8h, e avalia a abertura de novos horários diante da procura. A unidade fica no Setor de Clubes Esportivos Sul, na Asa Sul.

O Clube Naval de Brasília também mantém aulas da modalidade. Segundo o clube, as atividades ocorrem às segundas, quartas e sextas-feiras, das 17h às 22h, com possibilidade de aula experimental mediante agendamento. A estrutura inclui quadras específicas para pickleball.

Outra opção é o Clube do Exército, que mantém quadras de pickleball nas sedes do Lago e do Setor Militar Urbano. Há ainda opções como o Cota Mil Iate Clube e a PlayTennis Brasília, além de espaços públicos utilizados por grupos de praticantes, segundo levantamentos sobre a expansão da modalidade na capital.

Para quem está acostumado ao tênis ou ao beach tennis, a adaptação pode parecer natural. Para quem nunca segurou uma raquete, o desafio é outro: aprender a controlar uma bola mais leve, entender os limites da kitchen e descobrir a importância de colocar a bola no lugar certo. É justamente nessa mistura entre simplicidade para começar e estratégia para evoluir que o pickleball vem encontrando espaço em Brasília.

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