Dallas — Oyarzabal é um dos xodós de prata do técnico Luis de La Fuente. Há cinco anos, ele marcava o gol da Espanha na derrota por 2 x 1 para o Brasil na final olímpica dos Jogos de Tóquio-2020, disputados em 2021 devido à pandemia do nova coronavírus. Ontem, ele pegou a bola depois do pênalti sofrido por Lamine Yamal e acertou a cobrança à meia altura da distância de 11 metros com violência: 120km/h. Indefensável para Maignan.
Emocionado depois de comandar a classificação para a segunda final da Espanha em quase 100 anos de Copa, o atacante pouco midiático, autor de cinco gols nesta Copa, resumiu a noite de gala em uma frase: “Ganhamos o direito de sonhar, de ter o título em mente. Tomara que a gente consiga a última vitória daqui a cinco dias”, afirmou.
Oyarzabal comparou a caminhada rumo ao bicampeonato a degraus. “Quando estamos assim a um passo, em uma final, ficamos concentrados nela e queremos ganhar, é claro, mas já é um motivo de muito orgulho e felicidade chegar até aqui, tem um valor imenso. É algo histórico, mas queremos dar o último passinho para sairmos campeões”, afirmou.
Autor do segundo gol depois de uma linda tabela com Dani Olmo, Pedro Porro também deu a dimensão da felicidade. “É um sonho que se transformou em realidade. A atitude da equipe do início até o fim. Fizemos um grande jogo. Tudo que tínhamos para chegar e passar. Sabíamos que era uma seleção difícil que fazia tudo muito bem. É vitória do coletivo, nada meu”, afirmou o humilde lateral-direito do Tottenham da Inglaterra.
Eleito Bola de Ouro pela revista France Football em 2024, o capitão Rodri está diante de um novo feito. No domingo, ele pode erguer a segunda Copa do Mundo da Espanha em 16 anos e repetir o gesto do goleiro Iker Casillas. “ Um passo mais perto. Precisamos descansar, nos recuperar bem e depois teremos a partida mais importante de nossas vidas pela frente”.