Seleção espanhola

Luis, la 'fuente' da reconstrução do projeto da seleção espanhola

Eufórico depois da exibição de gala contra a França, o técnico da Espanha define liderados como "melhores do mundo", lamenta o empate com Cabo Verde e dá um bico na modéstia

Dallas — Protagonista da volta da Espanha a uma final de Copa do Mundo depois de 16 anos após derrotar a França por 2 x 0 no AT&T Stadium, no Texas, o técnico Luis de La Fuente rejeita a falsa modéstia. Alguns minutos depois de vencer mais um duelo no campo das ideias com Didier Dechamps, o comandante das conquistas da Nations League na temporada de 2022/2023 e da Euro-2024 não escolhei palavras na sala de conferências para resumir o feito dos liderados na semifinal.

“O jogador espanhol é o melhor do mundo, sabe como se comportar em cada fase. Ordem, equilíbrio, esforço e talento descomunal. O time é muito comprometido. Enfrentávamos uma das melhores seleções do mundo, mas somos a melhor equipe do mundo. Equipe. Isso é imparável. É uma grande conquista do futebol de Espanha. Devemos valorizar. Esse time não se conforma com isso. Vamos brigar para tentar conseguir esse campeonato, cujas dimensões são sensacionais”, celebrou o eufórico senhor de 65 anos.

Há três anos e meio, a Real Federação Espanhola olhou para ele e viu competência para reconstruir a seleção depois de uma eliminação na fase de grupos em 2014 e de duas quedas nos pênaltis nas oitavas contra a anfitriã Rússia em 2018 e Marrocos em 2022. O mentor da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 na derrota por 2 x 1 para o Brasil de André Jardine, em Yokohama, seria o responsável por tocar o novo projeto. Ele uniu 13 medalhistas e transformou prata e ouro na possibilidade de brindar o país ibérico com o segundo título mundial em 16 anos.

“Eu me surpreendo constantemente com o que esse time é capaz de fazer. A margem de melhora, o que eu comento muito, é infinita. O importante é dizer que não é de graça, não é casualidade. Esforço, superação, talento. Sabíamos que tínhamos que melhorar. Gostaríamos de ter ganhado de Cabo Verde (na estreia), mas sabíamos que era um processo. Tudo foi planejado para chegar bem nos momentos chave. O nível está muito alto”, valorizou o treinador, sem perder a elegância nem a pose exibidas à beira do campo.

Na véspera da partida, Luis de La Fuente disse que o segredo para eliminar a França era a imposição do estilo. Ele não renunciou à posse da bola e ganhou na margem de erro: 51% a 49%. O suficiente para domar os touros Mbappé, Dembélé, Olise e companhia no Texas.

“Não tínhamos dúvidas que seríamos perigosos sendo nós mesmos. Buscar jogadores que se posicionam bem. Conhecíamos bem a França, são ótimos, mas tínhamos como desativar. Os jogadores interpretaram isso de maneira fantástica e geraram espaço. A importância é a equipe interpreta bem as fases do jogo. Essa é a melhor maneira de desativar qualquer proposta futebolística”, explicou o treinador.

Depois da partida, alguns jogadores foram até o gramado do AT&T Stadium desacelerar em um rápido encontro com as esposas e os filhos. Em um gesto humano, Luis de La Fuente fez questão de valorizá-los: “Sentimos o apoio, é dizer obrigado. Nossas famílias, nossos amigos, todos falam. País está entregue na rua. Grupo maravilhoso. Para mim, fico muito orgulhoso de ver tudo isso. País feliz. Não há coisa melhor do que isso. Nos motiva e nos dá energia. Sigam conosco, precisamos desse ânimo. O que virá é ainda mais difícil. Vamos jogar a final (contra Argentina ou Inglaterra)”, celebrou, como se estivesse se beliscando.

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