A rede pública de ensino do Distrito Federal iniciou, nesta quinta-feira (12/2), o ano letivo de 2026 com um calendário considerado desafiador pela própria Secretaria de Educação. Em um ano marcado por muitos feriados durante a semana e Copa do Mundo, a pasta precisou reorganizar as datas para garantir o cumprimento dos 200 dias letivos obrigatórios.
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“Não foi fácil ajustar o calendário, mas a gente conseguiu. Julho vai ser um pouco mais apertadinho, mas a gente vai conseguir chegar em dezembro perto do Natal, com uns 200 dias cumpridos. Vai dar tudo certo”, afirmou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.
Segundo ela, o ano começa com “expectativas grandes” e a previsão de novas entregas na rede. “A gente tem mais entregas, escolas novas como essa para entregar, temos em Ceilândia também, temos no Itapoã e vários Centros de Educação da Primeira Infância (Cepis) pelo Distrito Federal”, disse.
A rede também recebe o reforço de 3 mil professores, que tomaram posse no último dia 29 de dezembro e já estão em sala de aula. “A gente já deu posse aos professores, eles já estão em sala de aula hoje”, destacou. De acordo com a secretária, os concursos foram prorrogados e novas nomeações poderão ocorrer “mais pra frente, se houver necessidade”.
Outro ponto enfatizado pela gestora é o cartão do uniforme escolar, novidade deste ano, que permite às famílias retirar as peças em malharias credenciadas. Apesar disso, milhares de cartões ainda não foram retirados. “Tem pai que não tirou o cartão. A gente está pedindo, aproveitando os espaços da mídia, para dizer para os pais irem buscar. Nós temos mais de 50 mil cartões que não foram retirados”, alertou. Segundo ela, cada estudante tem direito a sete peças, entre itens de verão e de inverno. “É um direito do estudante”, reforçou.
Ao todo, cerca de 200 malharias estão credenciadas no DF. A secretária explicou ainda a mudança na identificação dos uniformes, que deixam de ser vinculados a cada escola e passam a ser identificados por coordenação regional de ensino. “Você imagina se todas as malharias fizessem peças para as 702 escolas do Distrito Federal. Ia ter malharia com sobra gigante. A gente precisa pensar também nos nossos parceiros”, justificou.
Iniciativas
Para este último ano de governo, a pasta aposta na ampliação de programas e no uso de tecnologia em sala de aula. “A educação está sempre em movimento, ela flui, ela muda", afirmou. Entre as iniciativas, estão a aquisição de telas interativas e o uso de plataformas digitais como apoio pedagógico. “O aluno pode, por exemplo, visitar o Museu do Louvre e ver como é lá dentro”, exemplificou.
Em março, a secretaria deve lançar um programa de educação socioemocional, com material voltado a estudantes, profissionais e famílias. “Hoje a gente tem uma sociedade passando por muitos problemas, inclusive de ordem ética e moral. Tudo isso está sendo trabalhado na rede”, disse. Ela também citou o programa NaMoral, desenvolvido em parceria com o Ministério Público, voltado à educação para a integridade.
“Vem muita coisa bacana ao longo do ano. A gente está sempre pensando no que fazer para agregar valor à prática pedagógica dos nossos professores”, concluiu a secretária.
Cidades DF
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