A ministra Cármen Lúcia, do Superior Tribunal Federal (STF), foi uma das convidadas do Festival LED, iniciativa da Globo que promove debates sobre o futuro da educação. Na sua fala, a jurista lembrou da trajetória acadêmica e defendeu o papel da educação como fundamento da igualdade e dos valores democráticos.
“Quero que meus alunos sejam ótimos advogados e juízes, mas se não forem nada disso, eu quero que todos tenham aprendido que eles podem ser seres humanos felizes, éticos, responsáveis por si e por todos os outros, para que tenhamos uma sociedade verdadeiramente livre e solidária. Acho que educação é isso”, afirmou.
A ministra afirmou que a educação não se restringe à sala de aula e defendeu que há outras maneiras de conhecer o mundo. Hoje a gente aprende por muitos caminhos. A gente aprende que educar-se é descobrir com o outro. Eu queria ter tempo de estar com pessoas que não aprenderam a ler. Perguntas nos fazem questionar. O estudante não tem cerimônia para perguntar, mesmo que seja a maior tese do mundo. É preciso que a gente se questione continuamente”, argumenta.
Ela também enfatizou que a educação tem um olhar humano e que pode ser exercitada em situações simples do cotidiano. “A escola é a cantina, a escola é o corredor, é o pátio. Não há tela que substitua o olhar humano, a prosa no pátio e o abraço do outro. A humanidade não está apenas nas formalidades, mas nas informalidade que nós construímos todos os dias”.
“Fomos formados por uma educação que noz desigualou. Eu tenho batalhado muito nesses últimos 40 anos pela igualdade em uma sociedade tão desigual, principalmente com as mulheres, negros e pobres", pontuou
*Estagiário sob supervisão de Benjamin Figueredo
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