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Alfabetização no Brasil: país supera meta e analfabetismo atinge mínima

No Dia Mundial da Alfabetização, Brasil celebra avanço histórico; entenda como políticas para crianças e adultos (EJA) transformam o cenário nacional

Nathallie Lopes
postado em 08/09/2026 15:39 / atualizado em 08/09/2026 15:43
Em março de 2026, o país superou a meta prevista para 2025 ao atingir a marca de 66% de crianças alfabetizadas na idade certa -  (crédito: Divulgação/MEC)
Em março de 2026, o país superou a meta prevista para 2025 ao atingir a marca de 66% de crianças alfabetizadas na idade certa - (crédito: Divulgação/MEC)

No Dia Mundial da Alfabetização, nesta terça-feira (8/9), o Brasil celebra um avanço histórico no cenário educacional. Em março de 2026, o país superou a meta prevista para 2025 ao atingir a marca de 66% de crianças alfabetizadas na idade certa. O objetivo original, estabelecido em conjunto com estados e municípios, era de 64%.

A principal iniciativa do Ministério da Educação (MEC) por trás deste resultado é o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA). O programa visa a assegurar que a alfabetização ocorra até o final do 2º ano do ensino fundamental, promovendo a equidade e a colaboração entre União, estados e municípios.

Com o sucesso da política, a expectativa para os próximos anos é seguir avançando, caminhando para o objetivo de ter mais de 80% das crianças alfabetizadas até 2030. Segundo o governo, há otimismo de que o país possa alcançar 70% já em 2027. Para isso, o MEC reforça que o processo de alfabetização começa muito antes da sala de aula, por meio do contato com livros, do incentivo à curiosidade e do envolvimento das famílias.

Nesse processo, o papel do professor é central. Cabe a cada docente, com base em um diagnóstico claro das potencialidades e defasagens de aprendizagem dos alunos, definir as melhores metodologias e abordagens para que cada criança tenha seu direito à alfabetização concretizado.

Educação para todas as idades

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) garante que nunca é tarde para retomar os estudos. A modalidade acolhe pessoas a partir de 15 anos que não concluíram o ensino fundamental e a partir de 18 anos que não finalizaram o ensino médio, com práticas pedagógicas adaptadas às suas vivências.

Professores da modalidade destacam que o ensino precisa ser conectado ao cotidiano dos estudantes, construído de maneira que faça sentido para eles e adaptado aos seus saberes e interesses.

Para fortalecer a modalidade, o MEC desenvolveu o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA). A iniciativa busca elevar a escolaridade, ampliar o número de matrículas e integrar o ensino à educação profissional. Uma de suas ferramentas é o Cadastro da EJA (CadEJA), plataforma que mapeia a demanda por turmas em todo o país.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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