O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, revelou com exclusividade ao Correio nesta segunda-feira (22/9), que o banco estuda a realização de um concurso público. Segundo Vieira, o certame contemplará vagas para engenheiro, arquiteto, entre outras categorias. "Estamos finalizando o edital", afirmou o presidente.
O último concurso realizado pela Caixa foi em 2024. Ao todo, o concurso da Caixa ofertou 4.050 vagas, divididas entre 2 mil para técnicos bancários novos; outros 2 mil a técnicos bancários especializados em tecnologia da informação; e 50 oportunidades distribuídas entre os cargos de engenheiros e médicos do trabalho. A Fundação Cesgranrio foi a banca organizadora da seleção.
Em julho deste ano, a Caixa prorrogou o prazo de validade da seleção para técnico bancário novo por mais um ano. O novo prazo começará a ser contado a partir de 6 de agosto de 2025. Dessa forma, os aprovados poderão ser nomeados até agosto de 2026.
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59 anos do FGTS
A informação sobre o novo concurso foi durante o evento de celebração dos 59 anos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Ao Correio, Carlos Vieira enfatizou a importância do FGTS para os trabalhadores.
"É um fundo hoje com um ativo de R$ 70 bilhões, com destinações muito importantes num forma de orçamento, como nesse ano, por exemplo, só para moradia são R$ 127 bilhões, gerando o sonho da casa própria. Sem esquecer que ações também muito importantes dentro dos conceitos de combate aos momentos de desastres climáticos no país, como foi o caso recente do Rio Grande do Sul e tantos outros casos , onde o trabalhador brasileiro tem a permissão de fazer o saque do seu valor do fundo de garantia", ressaltou o presidente.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, também esteve no evento. Para o ministro,
manutenção desse e de outros fundos importantes é crucial para "continuar preservando a segurança do fundo de investimento", que podem ser todos enfraquecidos pela "pejotização".
"É preciso chamar a atenção o Supremo Tribunal Federal (STF) para encarar o debate de forma serena, para que nós não possamos deixar crescer, que o empresariado enxergue na mudança de relações de trabalho, relação formal trabalho CLT por PJ, uma maneira fácil de economizar", afirma Marinho.