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Censo Escolar 2025 mostra queda de matrículas no DF

Redução segue o padrão observado a nível nacional nos últimos levantamentos; em 2025, Brasil registrou um milhão de matrículas a menos

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nesta quinta-feira (26/2), dados do Censo Escolar 2025. O mapeamento anual, que representa a maior base de dados da educação básica brasileira, ressalta um fenômeno comum nos últimos anos: a queda de matrículas nas instituições de ensino. 

No novo levantamento, foram registradas 46.018.380 matrículas em todo o país, uma redução de cerca de um milhão de inscrições comparado ao Censo 2024, com 47.088.922. O Distrito Federal segue a mesma tendência, são 620.272 em 2025 contra 629.593 em relação ao ano anterior. 

A redução do DF foi observada em quase todos os segmentos da educação básica, com destaque para o ensino fundamental, que perdeu cerca de 6 mil alunos (2.264 nos anos iniciais e 4.304 nos anos finais).  A educação infantil também sofreu uma queda de 110.408 para 107.953. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) teve recuo de 4 mil matrículas, fenômeno que já havia sido motivo de alerta nos censos anteriores. 

O ensino médio teve um aumento discreto, de 104.486 matrículas em 2024 para 105.044 em 2025. Já o ensino profissional mostrou crescimento acentuado, com 47.130 matrículas no novo Censo, mais de 12 mil a mais que no ano passado, com 31.500. O número, no entanto, não influencia diretamente no número de estudantes com matrículas ativas, visto que um aluno de curso profissional pode estar matriculado em outra modalidade de ensino, como acontece com o ensino médio integral. 

A redução na quantidade de inscrições no DF afetou a rede pública de educação. São 416.666 em 2025, ante 426.355 em 2024. Ao contrário do que foi observado em outros anos, no entanto, essa queda não foi acompanhada por um crescimento notável na rede privada. O número nessas instituições variou pouco, com um crescimento de 348 matrículas em relação ao ano passado. 

O número de matrículas quase inalterado acompanha a variação no número de escolas privadas, que permaneceu em 607, sem alteração no novo levantamento. O crescimento no número total de estabelecimentos, que foi de 1.284 para 1+291, veio da inauguração de novas escolas públicas. A mais recente delas, que ainda não entra no novo levantamento, é o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 01 do Jardins Mangueiral, inaugurado na última terça-feira (24/2).