ENEM 2025

Espelho da redação do Enem 2025 já está disponível; saiba como acessar

As notas dos participantes treineiros também foram liberadas; ferramenta permite entender correção do texto, mas não há possibilidade de revisão da nota final

Giovanna Sfalsin
postado em 17/03/2026 13:17
Ferramenta permite entender correção do texto, mas não há possibilidade de revisão da nota final
 -  (crédito: Luis Fortes/MEC)
Ferramenta permite entender correção do texto, mas não há possibilidade de revisão da nota final - (crédito: Luis Fortes/MEC)

Os candidatos que participaram do Enem 2025 já podem consultar, a partir desta terça-feira (17/3), o espelho e a vista pedagógica da redação. As notas dos participantes treineiros também foram liberadas.

O espelho da redação corresponde à versão digitalizada do texto produzido pelo candidato no dia da prova. Já a vista pedagógica detalha como os corretores avaliaram o desempenho, com a distribuição das notas nas cinco competências exigidas pelo exame. 

Para acessar, é necessário entrar na Página do Participante, com login na conta Gov.br. A ferramenta permite que o participante entenda a correção do texto, além de ter acesso a informações mais detalhadas. No entanto, não é possível solicitar revisão da nota.

Na edição de 2025, o tema da redação — no modelo dissertativo-argumentativo — foi sobre o olhar acerca do envelhecimento da população brasileira, com pontuação máxima de 1.000 pontos. A correção é feita com base em cinco competências, cada uma valendo até 200 pontos.

Entre os critérios avaliados estão o domínio da norma padrão da língua portuguesa, a compreensão do tema e uso de repertório sociocultural, a organização de argumentos, o uso de mecanismos linguísticos para construção da argumentação e a elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.

Participantes apontaram uma possível queda geral no desempenho da redação, sob suspeita de mudanças nos critérios de correção. Uma reportagem apurada pelo portal g1, publicada em fevereiro, indicou possíveis alterações com base em documentos sigilosos e relatos de corretores.

Entre elas, estariam ajustes na avaliação da competência 4, relacionada à coesão textual, maior rigor na competência 5, que analisa a proposta de intervenção, e uma possível articulação entre o repertório sociocultural (competência 2) e a defesa do ponto de vista (competência 3).

Em nota à época, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame, negou qualquer mudança nas diretrizes de correção. Segundo o instituto, os critérios seguem os mesmos das edições anteriores.

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