PESQUISA

Unb abre inscrições para pesquisa sobre atividade física em pacientes com doença renal crônica

Pesquisa pretende avaliar impactos de diferentes exercícios físicos na melhora de pessoas com doença renal crônica

Correio Braziliense
postado em 01/07/2026 17:48
Faculdade de medicina Unb -  (crédito: João Pedro de Lara Resende )
Faculdade de medicina Unb - (crédito: João Pedro de Lara Resende )

Beatriz Ocké*

A Universidade de Brasília (UnB) abre inscrições para um estudo clínico que analisará os efeitos de dois protocolos de exercício físico em pessoas com doença renal crônica em fase não dialítica, estágio em que função renal está reduzida, mas ainda não exige terapias de substituição artificial, como a hemodiálise. A pesquisa é coordenada pelo mestrando da Unb, Cosme Ribeiro Lara, e tem como objetivo comparar como diferentes formas de exercício influenciam a qualidade de vida, a aptidão funcional e os padrões fisiológicos dos participantes.  

Para o estudo, podem se voluntariar homens e mulheres de 55 a 70 anos, incluindo pessoas com hipertensão, diabetes e sobrepeso ou obesidade. Além disso, também é necessário portar exame de creatinina recente; para os que não possuírem o exame, a equipe irá orientar para realização na rede pública de saúde do GDF. Os participantes também deverão ter disponibilidade para treinar três vezes por semana no Centro Olímpico da UnB.

O protocolo de treinamento terá duração de três meses, com sessões de 60 minutos, três vezes na semana. Antes do início dos treinos, os participantes passam por avaliações que incluem exames de sangue, testes funcionais e densitometria óssea. Os testes serão refeitos 12 semanas após a finalização do treinamento. Isso permitirá que a equipe de pesquisa possa comparar a efetividade dos dois modelos de treinamento testados. 

A doença renal crônica é uma condição progressiva que compromete a função dos rins e está frequentemente associada a hipertensão, diabetes e obesidade, fatores de risco recorrentes na população acima dos 50 anos. Estratégias não farmacológicas, como o exercício físico supervisionado, têm ganhado espaço como complemento ao tratamento tradicional da doença.

A pesquisa é gratuita e conta com o apoio institucional do Sistema Único de Saúde (SUS); da UnB; do Hospital Universitário de Brasília (HUB/HUBrasil) e do Ministério da Educação. Os interessados em se voluntariar para o estudo devem entrar em contato com o pesquisador Cosme Ribeiro Lara pelo WhatsApp (61) 97400-1592. 

 

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