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Ensino superior

Faculdade de Medicina Sírio-Libanês: inscrições terminam nesta quarta (11/6)

Primeiro edital para o curso oferta 50 vagas, das quais 10% serão destinadas a alunos com bolsa integral; mensalidades custarão R$ 12.400, e formação terá duração de seis anos, em período integral

Um novo polo de ensino foi instalado em São Paulo para formar médicos de excelência focados em cuidar de pessoas com humanidade e técnica. A Faculdade de Medicina Sírio-Libanês foi inaugurada em 22 de março, em um evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O investimento é alto: as mensalidades custam cerca de R$ 12.400, e o curso terá duração de seis anos, em período integral.

O primeiro edital da Faculdade Sírio-Libanês para o curso de medicina oferta 50 vagas. Do total de vagas, 10% serão destinadas a bolsistas que terão 100% de desconto. Essas oportunidades serão destinadas a alunos da rede pública ou bolsistas da rede privada que atendam os critérios socioeconômicos e afirmativos e sejam aprovados em um rigoroso processo seletivo — idêntico ao que é aplicado aos demais alunos. Aqueles que forem aprovados terão as bolsas avaliadas semestralmente.

Conforme Denise Greff Machado, gerente de ensino do Sírio-Libanês, o processo seletivo inclui duas fases, com nota de corte e mini-entrevistas em oito estações com desafios. "Eles vão passar por diversos desafios nessas estações e depois dessa composição, ela se junta à primeira fase, e a gente tem a avaliação final", afirma.

Infraestrutura

A unidade de ensino conta com estrutura moderna e tecnologia de ponta, oferecendo o que há de mais avançado em educação e saúde para os estudantes, que iniciarão as aulas em agosto. Laboratórios simulam cenários reais e desafiam os acadêmicos a buscarem soluções assertivas e eficazes.

Um dos destaques é o simulador SimMan 3G Plus, que emula um paciente que respira, pisca e até convulsiona se o medicamento administrado seja inadequado. Além disso, há ambientes para realidade virtual com aulas imersivas e uma biblioteca digital com centenas de milhares de títulos - e aumentando conforme novas publicações científicas são feitas. A Faculdade de Medicina Sírio-Libanês tem no corpo docente profissionais experientes que vão guiar os futuros médicos com metodologias ativas de aprendizagem com foco no aluno.

"Nós acreditamos fortemente que o aluno é o centro do processo de aprendizagem, mas que dois alunos vão aprender de maneiras distintas. Portanto, eu não posso ter uma única metodologia de ensino. O nosso ensino é centrado no aluno, mas dependendo do tema e da aptidão de cada um, a metodologia a ser empregada vai variar", afirma Luiz Fernando Lima Reis, diretor de pesquisa do Sírio-Libanês.

O coordenador da graduação de medicina da Faculdade Sírio-Libanês, Christian Morinaga, pontua que todo processo de aprendizagem será integrado e prático, fugindo da dicotomia entre o ler e o fazer. "Cada vez mais o currículo moderno tem que ser integrado. E a gente acredita nesse modelo de integração, no qual você tem as matérias básicas junto com contexto clínico, em que sempre o médico vai estar presente", explica.

Os médicos de referência do hospital Sírio Libanês também serão professores na faculdade, e um conselho presidido pelo cardiologista Roberto Kalil Filho vai acompanhar de perto as atividades para garantir que os alunos tenham sempre uma postura humanizada diante dos pacientes. "Nós temos uma preocupação e vamos acompanhar isso, o médico tem que saber cuidar do ser humano. Não é cuidar da doença, nem do doente, é ser humano. Isso é difícil", comentou o Dr Kalil, responsável pelo centro de cardiologia do Hospital Sírio-Libanês.

Hospital-escola

Uma unidade de saúde do Sistema Único de Saúde recém-inaugurada em Barueri será o principal hospital-escola da faculdade. Nesse espaço, pacientes da rede pública serão atendidos pelos médicos-professores e pelos alunos da faculdade. Esse ambiente vai promover um diferencial na formação dos novos médicos, pois eles serão acompanhados de perto, durante todo tempo pelos professores da unidade.

O médico responsável pelo centro de oncologia do Sírio Libanês, Rodrigo Munhoz, detalha que a dinâmica de trabalho da equipe que cuida de pacientes com câncer conta com reuniões semanais para discutir casos específicos e, com a inclusão dos atendimentos do hospital de Barueri, a equipe deverá ser ampliada aumentando a discussão e escopo de conhecimento. Ele garante ainda que, no hospital-escola, os atendimentos seguirão o mesmo padrão de excelência do Sírio Libanês.

"Os protocolos de cuidados dos pacientes que serão empregados dentro do Hospital de Barueri serão desenvolvidos pelo corpo clínico do Hospital Sírio Libanês, o que seguramente vai contribuir para o cuidado dos pacientes. A gente vai focar em médicos que possam desempenhar um cuidado bom, tanto em termos de cuidado técnico quanto humanitário, carinho, cuidado com os pacientes", comenta.

*A jornalista viajou a convite do Sírio-Libanês