EDUCAÇÃO

UnB: conheça os calouros campeões do PAS

Resultados do Programa de Avaliação Seriado (PAS) foi divulgado nesta segunda-feira (9/2). Foram aprovados 1.716 estudantes entre 11.347 candidatos inscritos

Vitória Torres
Victor Rogério*
Ian Vieira*
Giovanna Sfalsin
postado em 09/02/2026 21:47 / atualizado em 09/02/2026 22:13
Da esquerda para a direita, Vinicius Cavalcante, 17 anos, e Santiago Ghesti Galvão, 17 anos: amizade segue para medicina  -  (crédito: Arquivo Pessoal)
Da esquerda para a direita, Vinicius Cavalcante, 17 anos, e Santiago Ghesti Galvão, 17 anos: amizade segue para medicina - (crédito: Arquivo Pessoal)

A Universidade de Brasília (UnB) divulgou nesta segunda-feira (9/2) a lista dos aprovados no Programa de Avaliação Seriado (PAS). Os selecionados ingressarão no primeiro semestre letivo. O Correio conversou com estudantes de diferentes câmpus que se destacaram nas primeiras colocações.  

Santiago Ghesti, 17 anos, 1º lugar em medicina

Aos 17 anos, o estudante Santiago Ghesti, do Colégio Pódion, foi aprovado em primeiro lugar para o curso de Medicina da Universidade de Brasília (UnB) tanto pelo vestibular tradicional quanto pelo Programa de Avaliação Seriada (PAS). O resultado do Vestibular havia sido divulgado na semana passada. Nesta segunda-feira (9/2), com a publicação do listão do PAS, ele descobriu que também obteve a melhor nota no exame.

Em conversa com o Correio , Santiago descreveu a conquista como a confirmação de que todo o esforço valeu a pena. “Passar já é uma grande alegria. Mas conseguir nos dois também foi um sentimento de muita gratificação por tudo o que aconteceu, por todo o esforço. É aquela sensação de que valeu a pena, que deu certo”, afirmou.

O estudante contou que a comemoração foi marcada por emoção. “A gente vibra, sorri, pula com os amigos. É muito bom passar junto com eles também. O pessoal da Atlética da Medicina chamou para uma comemoração, para conhecer e integrar as turmas, os calouros.”

Com a aprovação garantida pelas duas formas de ingresso, Santiago conta estar ansioso para o início da graduação. “Agora não preciso mais me preocupar com a aprovação. É bola para frente. Estou muito ansioso para começar o curso, conhecer as matérias, as disciplinas, ver todas as áreas possíveis da medicina. É uma nova etapa da vida”, disse.

Vinicius Cavalcante, 17, 2º lugar em medicina

Amigo de Santiago Ghesti, Vinicius Cavalcante de Albuquerque, 17 anos, conquistou o segundo lugar no concorrido curso de medicina da UnB. Colegas desde o 8º ano no Colégio Pódion, sentavam lado a lado na sala de aula e dividiram uma rotina intensa de estudos. Agora, dividirão também a graduação.

“Estudamos muito tempo juntos. Era uma expectativa muito grande. Foi muita alegria. Sem cursinho, apenas com o apoio da escola. Depois da aula, a gente ficava fazendo provas antigas e revisando as matérias específicas. A maioria dos dias ficávamos até de noite na escola”, contou Santiago.

Para Vinicius, a aprovação tem um significado ainda mais especial por ser compartilhada com o melhor amigo. “É indescritível. São cinco anos juntos e é inexplicável poder compartilhar a graduação com o melhor amigo”, afirmou.

A escolha pela medicina, para ambos, surgiu da junção entre o interesse pela biologia e o desejo de cuidar de pessoas. “Sempre adorei ajudar as pessoas. O corpo humano é algo que me fascina, e a medicina é uma área muito ampla. Espero, algum dia, salvar a vida de alguém”, completou Vinicius.

A emoção também tomou conta dos pais, que acompanharam de perto o momento da descoberta. Stela Cavalcante, 50, arquiteta e mãe de Vinícius, não escondia o orgulho. “Desde muito cedo ele esteve firme e forte no objetivo dele”, contou.

Já Ivania Ghesti, 53, especialista em primeira infância e mãe de Santiago, atribuiu o resultado a um processo construído desde os primeiros anos de vida. “Tudo começa do começo. O Santiago participou desde pequeno de ações baseadas na promoção do desenvolvimento humano integral. O cuidado, o afeto, o brincar… acredito que esse é o segredo para o resultado”.

Olívia Ohana Chagas, 17 anos, 4º lugar em medicina

Olivia Ohana, 17, recebeu a melhor classificação geral entre mulheres no PAS 2025
Olivia Ohana, 17, recebeu a melhor classificação geral entre mulheres no PAS 2025 (foto: Arquivo Pessoal)

Ainda aos 17 anos, Olívia Ohana Chagas conseguiu a melhor pontuação entre as mulheres que disputavam uma vaga no Campus Darcy Ribeiro nesta edição do PAS. Aprovada em 4º lugar em medicina com nota 88,5 no PAS 3, Olívia é filha de economistas e cursou o ensino médio no Colégio Olímpio. "Fiquei em choque, demora um pouco para a ficha cair, mas estou muito feliz", diz.

"Eu pesquisava sobre engenharia médica e me interessei pela área de pesquisa e inovação na medicina. Quando notei isso, decidi seguir nesse ramo", conta. Olívia conciliava as aulas na escola com os estudos para o PAS, que chegavam a 6h por dia, apoiada por um cursinho preparatório.

Entre os desafios, Olívia enfatiza a saúde mental. "O maior desafio foi psicológico. Consegui lidar, mas foi difícil. Você não pode chegar no dia da prova abalado. Tem que chegar confiante naquilo que você construiu ao longo do ano", aconselha.

Para a estudante, revisão e constância são pilares importantes para um bom desempenho na prova "Tudo que você estuda tem que ser revisto mais de uma vez. Nunca estude uma coisa uma vez só: sempre tente ver duas, três vezes. Porque se você estudar só uma vez, em dois meses você já esqueceu", argumenta.

João Henrique Macedo, 1º lugar em direito

João Henrique Macedo, 1º lugar em direito
João Henrique Macedo, 1º lugar em direito (foto: Arquivo Pessoal)

Aos 18 anos, João Henrique Macedo, morador do Sudoeste, passou em 1º lugar em direito na Universidade de Brasília (UnB) por meio do PAS 2025. Filho de servidores públicos, João cursou o ensino médio no Colégio Pódion. O gosto pelo direito é tradição na família. "Eu tenho familiares que já cursaram direito. Eu sempre gostei de história, geografia, português, redação. É um curso que se encaixa muito nesses gostos", explica.

Emocionado, o estudante comemorou a aprovação com felicidade. "Eu fiquei muito feliz e aliviado, principalmente por ter conseguido colher os frutos de tanto esforço”, afirma. Além das aulas do colégio, que começavam às 7h15 e terminavam às 13h, o estudante separava de 5 a 6 horas por dia para se dedicar ao vestibular. O estudante destacou a importância da família e de seus professores durante a preparação. “O principal é ter constância nos estudos e estratégia de prova. Destaco as condições que meus pais puderam me oferecer, além do apoio dos meus amigos, namorada e professores", finaliza.

João Vitor Fernandino, 18 anos, 3º colocado em medicina

João Vitor Fernandino, 18, foi o 3º colocado em medicina
João Vitor Fernandino, 18, foi o 3º colocado em medicina (foto: Arquivo Pessoal)

O estudante João Vitor Fernandino, 18 anos, foi aprovado na 3° colocação para o curso de medicina, recém formado no ensino médio pelo Colégio Militar Dom Pedro II, o jovem contou como foi a rotina de estudos: “Eu estudava a matéria, fazia anotações, depois ia para os exercícios. Prefiro fazer questões de outros vestibulares, e apenas na reta final fazer as provas antigas”. João afirmou que ser médico sempre foi um sonho. “Desde pequeno eu falava para minha mãe: ‘Mãe, vou ser atleta ou médico’. E acabou que atleta, eu acho que estava meio longe, era só uma vontade mesmo”, comentou.

Gabrielle Dias Santos, 18, 5º colocada em gestão do agronegócio

Gabrielle Dias, 18, passou em gestão do agronegócio
Gabrielle Dias, 18, passou em gestão do agronegócio (foto: Arquivo Pessoal)

Estudante de escola pública, Gabrielle Dias Santos,18, fez o ensino médio no CEM 01 de Planaltina e está entre os estudantes que comemoraram a aprovação no Programa de Avaliação Seriada (PAS), da Universidade de Brasília (UnB). Filha de eletricista e de cuidadora de idosos, Gabrielle passou em 5º lugar para o curso de Gestão do Agronegócio, no campus Planaltina. 

“Tive interesse na área principalmente pela alta demanda do setor agrônomo, que vem crescendo atualmente”, conta. Apesar de ter feito cursinho preparatório, Gabrielle destacou que a maior parte da preparação se deu por conta própria, por meio de vídeo aulas e conteúdos na internet. Uma das técnicas de estudo consistia em ensinar o conteúdo estudado para outras pessoas. “Ao todo, estudava de 2 a 3h por dia, conciliando com a escola. Eu separava um tempo para concentrar em mim mesma. É importante ter um ter uma rotina focada, além de um local tranquilo para estudar confortável”, explica.

  • João Henrique Macedo, 1º lugar em direito
    João Henrique Macedo, 1º lugar em direito Foto: Arquivo Pessoal
  • Olivia Ohana, 17, recebeu a melhor classificação geral entre mulheres no PAS 2025
    Olivia Ohana, 17, recebeu a melhor classificação geral entre mulheres no PAS 2025 Foto: Arquivo Pessoal
  • Gabrielle Dias, 18, passou em gestão do agronegócio
    Gabrielle Dias, 18, passou em gestão do agronegócio Foto: Arquivo Pessoal
  • João Vitor Fernandino, 18, foi o 3º colocado em medicina
    João Vitor Fernandino, 18, foi o 3º colocado em medicina Foto: Arquivo Pessoal
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