ATAQUE À VENEZUELA

Maduro será julgado nos EUA por 'narcoterrorismo', diz procuradora-geral

Pam Bondi afirmou que o presidente venezuelano e a esposa, Cilia Flores, "sentirão toda a fúria da justiça em solo americano"

Nicolás Maduro acena para simpatizantes durante o "Dia da Resistência Indígena", em Caracas 
       -  (crédito: Federico Parra/AFP)
Nicolás Maduro acena para simpatizantes durante o "Dia da Resistência Indígena", em Caracas - (crédito: Federico Parra/AFP)

A procuradora-geral dos EUA, Pamela Bondi, afirmou, em publicação nas redes sociais neste sábado (3/1), que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores, capturados durante ataque do governo Trump na Venezuela, serão julgados em solo estadunidense.

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Na declaração, Bomdi disse que Maduro e Flores "sentirão toda a fúria da justiça americana em solo americano", e disse que eles foram indiciados pelos crimes de "conspiração narcoterrorista, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos".

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Autoridades dos EUA celebram o ataque

A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças militares dos Estados Unidos provocou repercussão política interna, com declarações de apoio de aliados do presidente Donald Trump, manifestações do Departamento de Estado e avaliações no Congresso americano de que a ofensiva chegou ao fim.

Em entrevistas e publicações nas redes sociais, autoridades classificaram a operação como um sucesso estratégico e defenderam que o episódio inaugura uma nova fase para a Venezuela.

Poucas horas após o anúncio da ação militar, Trump elogiou publicamente a operação, afirmando que se tratou de uma iniciativa “brilhante” e necessária. Em entrevista ao New York Times, o republicano afirmou estar satisfeito com a condução do governo no episódio. “Eu adoro este trabalho”, disse, ao ser questionado sobre decisões de política externa em seu segundo mandato.

A avaliação positiva também se refletiu no Departamento de Estado. Segundo o senador republicano Mike Lee, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o governo americano não prevê novas ações militares na Venezuela, agora que Maduro está sob custódia dos Estados Unidos. A declaração foi divulgada pelo parlamentar na rede social X, após uma conversa direta com Rubio. Lee, que inicialmente havia demonstrado reservas quanto à ofensiva, classificou a decisão como um ponto de encerramento da operação.

Venezuela bombardeada 

Explosões e sobrevoos de aeronaves foram registrados em Caracas, capital da Venezuela, na madrugada deste sábado (3/1). O presidente americano, Donald Trump, assumiu a autoria da operação 'de larga escala' e afirmou que Nicolás Maduro foi capturado. Veja vídeos:

 

Em entrevista, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, disse que as autoridades desconhecem o paradeiro de Maduro e pedem uma prova de vida. 

O governo venezuelano declarou estado de emergência e, em uma declaração oficial, disse que os ataques aconteceram em outros três estados do país: Miranda, La Guaira e Aragua. Os três concentram as principais bases militares do país.

"O objetivo dos ataques é tomar o controle dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular suas reserva de petróleo e minerais", afirmou o governo de Maduro em uma declaração, na qual também convoca a comunidade internacional a denunciar o que chamou de uma violação flagrante da lei internacional que coloca milhões de vidas em risco.

As explosões começaram por volta das 2h do horário local (3h em Brasília). Após as explosões, parte de Caracas ficou sem energia elétrica. 

 


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postado em 03/01/2026 10:05 / atualizado em 03/01/2026 12:08
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