
O governo da China cobrou neste domingo (4/1) a libertação imediata do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, após a operação militar conduzida pelos Estados Unidos no país sul-americano A manifestação foi divulgada em nota oficial do Ministério das Relações Exteriores chinês.
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No comunicado, Pequim defendeu que a situação na Venezuela seja tratada por meio de negociações políticas e diplomáticas, sem o uso da força. As autoridades chinesas também exigiram garantias de integridade física e segurança para Maduro e Cilia Flores, sustentando que a remoção do casal do país representa uma violação das normas do direito internacional.
A posição chinesa reforça críticas já feitas após a ofensiva americana. Na ocasião, o governo chinês afirmou ter ficado “profundamente chocado” com a ação militar e classificou a iniciativa como um ataque direto à soberania de um Estado independente. Para a China, a operação desrespeita o princípio da não intervenção, considerado um pilar das relações internacionais.
Ainda segundo a chancelaria chinesa, o episódio expõe uma postura que descreve como “hegemônica” por parte dos Estados Unidos, com potencial de ampliar tensões e comprometer a estabilidade e a segurança na região.
Aliada estratégica da Venezuela, a China mantém uma relação próxima com o governo de Caracas, especialmente nas áreas política e econômica. Em diferentes ocasiões, Pequim tem reiterado que eventuais crises no país sul-americano devem ser solucionadas internamente, por decisão dos próprios venezuelanos, sem interferência externa.

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