
Um homem morreu após ser baleado por agentes federais durante uma operação de imigração no sul de Minneapolis, no estado de Minnesota, na manhã deste sábado (24/1). A informação foi confirmada pelo chefe de polícia da cidade, Brian O’Hara, ao jornal local The Minnesota Star Tribune.
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Segundo testemunhas ouvidas pelo jornal, o homem foi cercado por pelo menos sete agentes do ICE, o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, e atingido várias vezes na região do peito após ser imobilizado no chão. Ele chegou a ser socorrido e levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
BREAKING: ICE just shot and killed another unarmed person in Minneapolis. “It was an execution,” witness says. https://t.co/lPRkhsdvsB
— Really American ???????? (@ReallyAmerican1) January 24, 2026
Na sexta-feira (23/1), uma menina de dois anos que havia sido detida por agentes federais conseguiu se reencontrar com a mãe. Em outro caso, testemunhas contestaram a versão oficial de que um menino de cinco anos, preso pelo ICE, teria sido “abandonado” pelo pai antes de ambos serem detidos em Columbia Heights.
Além disso, duas mulheres que passaram pela custódia do ICE relataram que ajudaram um agente que sofreu uma convulsão durante o transporte para o edifício federal Whipple.
Segundo o comandante da Patrulha da Fronteira, Greg Bovino, e o diretor assistente do ICE, Marcos Charles, as autoridades federais enfrentam o que classificam como uma “narrativa falsa” sobre as ações, o perfil dos agentes e das pessoas detidas.
Nas redes sociais, o governador de Minnesota, Tim Walz, afirmou ter conversado com a Casa Branca após o ocorrido e classificou o episódio como "mais um ataque a tiros atroz feito por agentes federais". "Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante", escreveu.
Protestos
Nesta sexta-feira (23), centenas de empresas em todo o estado fecharam as portas e moradores suspenderam atividades cotidianas como parte de uma greve geral convocada pelos organizadores do “Dia da Verdade e da Liberdade”.
A mobilização incluiu um apagão econômico, momentos de oração e manifestações públicas, em resposta ao clima de medo provocado pelo aumento das ações do ICE.
Os protestos se intensificaram após a morte de Renee Good, morta a tiros por um agente federal no início do mês em Minneapolis, e a detenção de um menino de cinco anos durante uma operação contra imigrantes nesta semana.
Mesmo sob um alerta de frio extremo emitido pelo Serviço Nacional de Meteorologia, manifestantes foram às ruas. Em Minneapolis, as temperaturas chegaram a cerca de -20 °C, com sensação térmica ainda mais baixa. Ainda assim, milhares de pessoas marcharam pelo centro da cidade.
Também houve protestos no Aeroporto Internacional de Minneapolis–St. Paul, com manifestantes vindos de outros estados, como Nova York. De acordo com a CNN, várias pessoas foram detidas no local, segundo a polícia aeroportuária.

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