O presidente da França, Emmanuel Macron, despertou curiosidade ao subir ao palco do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, usando óculos escuros durante um discurso. O detalhe rapidamente virou assunto nas redes sociais e levantou uma série de especulações. Enquanto alguns internautas apontaram uma escolha estética calculada, outros manifestaram preocupação com a saúde ocular do francês.
Segundo especialistas, a explicação mais provável é clínica. De acordo com o oftalmologista Antônio Sardinha, do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC), o presidente apresenta sinais compatíveis com uma hemorragia subconjuntival, condição relativamente comum e, na maioria das vezes, benigna. O problema ocorre quando um pequeno vaso sanguíneo se rompe, permitindo o extravasamento de sangue para o tecido ao redor do olho, formando uma mancha avermelhada visível na parte branca.
“O rompimento pode ser provocado por esforço físico, tosse, espirro, coçar os olhos ou variações da pressão arterial. Apesar do aspecto chamativo, como no caso do presidente Emmanuel Macron, esse tipo de sangramento superficial não costuma causar dor, não afeta a visão e tende a se resolver espontaneamente em dias ou semanas, sem necessidade de tratamento específico”, explica o médico.
O uso de óculos escuros, nesses casos, é comum para proteger os olhos da luminosidade, evitar desconforto visual e, também, minimizar a exposição da lesão em compromissos públicos. Embora o risco seja considerado baixo, o especialista alerta que situações de recorrência, dor, queda da visão ou associação com doenças como hipertensão, diabetes ou uso de anticoagulantes exigem avaliação oftalmológica mais detalhada.
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Em um ambiente marcado por discursos técnicos e negociações diplomáticas, o acessório virou protagonista. No entanto, até o momento, o Palácio do Eliseu não informou oficialmente o motivo do uso do acessório.
Críticas à Trump
No discursou oficial de Emmanuel Macron, nesta terça-feira (20/1), no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o presidente criticou as investidas de Donald Trump na Groenlândia. Macron disse que "não é momento para imperialismos e colonialismos". Afirmou que a União Europeia não deve se curvar à "lei do mais forte" e que, embora seja "estarrecedor", o bloco considera usar seu "instrumento anticoerção" contra os EUA, aliado histórico da Europa.
"Preferimos o respeito aos valentões. Preferimos a ciência às teorias da conspiração e preferimos o Estado de Direito à brutalidade", disse.
O presidente francês defendeu ainda a atuação da Europa de frear a investida de Trump, que tem afirmado que líderes europeus demoram para responder a crises. "A Europa pode ser lenta, mas somos previsíveis e temos regras da lei, o que é uma vantagem nos dias atuais", discursou.
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Macron também defendeu a entrada de mais investimentos na Europa provenientes da China, rival econômica dos EUA e cuja presença no Ocidente o governo de Donald Trump vem tentando limitar. O francês disse ainda que a Europa seguirá "ao lado dos nossos amigos da Dinamarca, quando eles estão sendo pressionados. É o que se espera de um aliado".
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