TEMPESTADE LEONARDO

Tempestade provoca enchentes e deslocamentos em Portugal e Espanha

Uma pessoa morreu em Portugal e uma mulher está desaparecida após ter caído em um rio no sul da Espanha

 As águas da cheia do rio Sado cobrem as ruas de Alcácer do Sal, no sul de Portugal, durante a tempestade Leonardo, em 5 de fevereiro de 2026
       -  (crédito:  AFP)
As águas da cheia do rio Sado cobrem as ruas de Alcácer do Sal, no sul de Portugal, durante a tempestade Leonardo, em 5 de fevereiro de 2026 - (crédito: AFP)

A tempestade Leonardo continua afetando a Península Ibérica, nesta quinta-feira (5), com chuvas que provocaram enchentes e desalojaram milhares de pessoas no sul de Espanha, além de acenderem o alerta vermelho em Portugal. 

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Uma pessoa morreu em Portugal e uma mulher está desaparecida após ter caído em um rio no sul da Espanha, indicaram as forças de segurança. 

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A Península Ibérica está na linha da frente das mudanças climáticas e há anos registra ondas de calor cada vez mais longas, que começam antes mesmo do verão, e episódios de chuvas intensas cada vez mais frequentes. 

A tempestade Leonardo é a sexta deste tipo desde o início de 2026, há apenas um mês, segundo a agência estatal de meteorologia espanhola, Aemet. 

Em Portugal, o risco de inundações devido à subida do rio Tejo "passou ao nível vermelho, seu nível máximo" no distrito de Santarém, indicou à AFP a Defesa Civil. Autoridades municipais determinaram a "evacuação obrigatória" das zonas próximas no prazo de sete horas. 

Em Alcácer do Sal, a cem quilômetros de Lisboa, o rio Sado transbordou, alagando as ruas do centro e obrigando à retirada de cerca de cem habitantes, constataram jornalistas da AFP. 

A situação "é muito, muito ruim. Não pregamos o olho" durante toda a noite, "entre o vento e as imagens do que está acontecendo, é realmente demais", afirmou Anabela Costa, empregada doméstica de 68 anos que reside na localidade.

"Desde 1997 não vivíamos uma situação assim na bacia do Tejo", destacou o comandante nacional da Defesa Civil, Mário Silvestre, em conferência de imprensa.

"Impressionante"

"É impressionante!", descreveu na região o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa. A prefeita de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, afirmou que não lembra de já ter visto um temporal assim no município de 11.000 habitantes. 

O segundo turno das eleições presidenciais, que Portugal celebra este domingo, será adiado em Alcácer do Sal, indicou Campos. 

Uma semana após a passagem devastadora da tempestade Kristin, que causou cinco mortes no país, 76.000 clientes continuam sem eletricidade. 

Na Espanha, a região serrana de Grazalema recebeu em "quase 16 horas (...) a mesma quantidade de chuva que cai na Comunidade de Madri em um ano", destacou o presidente regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno Bonilla, destacando tempestades "nunca antes vistas". 

Este ano foge ao normal, afirmou. "Nos meses de janeiro e fevereiro, sempre tivemos o anticiclone dos Açores, que atua como um dique de contenção na Andaluzia, onde costumamos ter sol no inverno", recordou. 

Em municípios como Grazalema, a 800 metros de altitude, as autoridades temem que a água acumulada no solo possa provocar deslizamentos de terra.

"Dias complicados"

A cerca de 170 km a leste, em Dúdar, um rio transbordou completamente, inundando os arredores com água barrenta e obrigando os moradores a deixar suas casas, constatou um jornalista da AFP. 

"São dias complicados, são dias difíceis", afirmou o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, durante um ato em Bilbao. 

A agência estatal de meteorologia espanhola desativou nesta quinta-feira o alerta vermelho acionado na véspera em algumas zonas, embora tenha mantido avisos laranja (o segundo nível mais alto) na Andaluzia, muitos por ventos fortes. 

A Guarda Civil continua procurando uma mulher que caiu em um rio a cerca de 50 quilômetros de Málaga. 

As aulas foram retomadas nesta quinta-feira em grande parte da Andaluzia, mas continuavam suspensas nos locais mais afetados pelo temporal, como na região serrana. 

Rodovias e o serviço ferroviário seguem bloqueados em vários pontos do sul. Deslocamentos preventivos afetavam cerca de 4.000 pessoas nesta quinta-feira na Andaluzia, segundo as autoridades.

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Por AFP
postado em 05/02/2026 14:21
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