O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou, nesta sexta-feira (13/3), em entrevista coletiva, que o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, está ferido e "provavelmente desfigurado".
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O secretário ainda se referiu aos líderes do Irã como "ratos". De acordo com ele, a liderança do regime do país está "escondida em bunkers em áreas civis". Hegesth também afirmou que a cúpula iraniana está "desesperada", com capacidades bélicas limitadas.
"O Irã não apenas não tem mais força aérea funcional, sua Marinha está no fundo do Golfo Pérsico e sua capacidade de mísseis está diminuindo. A situação da liderança iraniana não está nada melhor: desesperados, eles foram para o subterrâneo para se esconder. É o que ratos fazem. Ouvimos que o 'não tão' supremo líder deles está ferido e provavelmente desfigurado", afirmou.
Como argumento para corroborar a tese, o secretário relembrou que nem a voz ou a imagem de Khamenei apareceram durante o 1º pronunciamento à nação. O comunicado foi lido na TV estatal do país, nessa quinta-feira (12/3).
"Foi um pronunciamento fraco, sem voz nem vídeo. Ele pediu unidade após matar dezenas de milhares de manifestantes. O Irã tem várias câmeras e microfones, por que um pronunciamento escrito? Acho que vocês sabem o porquê. Ele está com medo, ferido e escondido, e não tem legitimidade. A situação está uma bagunça. Quem está no comando? Nem o Irã sabe", acrescentou.
Khamenei afirmou, na quinta, que o Irã não interromperá os ataques contra as bases dos EUA no Oriente Médio. Além disso, garantiu que o Estreito de Ormuz continuará fechado. Segundo informações da Agência France-Press, uma autoridade iraniana afirmou que Teerã autorizaria a passagem de alguns navios, mas não especificou a quais países pertencem. Hegseth, por outro lado, declarou que o Exército dos EUA está preparado para tudo o que o Irã tem feito na região do estreito.
"O Irã demonstra desespero puro no Estreito de Ormuz. Estamos lidando com isso, não há com o que se preocupar", disse o secretário. Hegseth também criticou a imprensa do país norte-americano. Ele descartou a expansão do conflito e negou que os iranianos tenham se surpreendido com a retaliação contra o Estreito e diante de países do Oriente Médio.
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