
Um pequeno agricultor que dizia ser o homem mais velho do mundo morreu na segunda-feira (30/3), no Peru, poucos dias antes de completar 126 anos. Marcelino Abad Tolentino, conhecido como “Mashico”, tinha, segundo estimativas do governo peruano, 125 anos e 360 dias no momento da morte.
De acordo com autoridades locais, ele nasceu em 5 de abril de 1900. No entanto, a ausência de registro civil impediu a validação oficial da idade por entidades como o Guinness World Records.
Morador de Chaglla, na região de Huánuco, Mashico teve uma trajetória marcada pelo isolamento. Ficou órfão ainda criança, após a morte dos pais durante a travessia de um rio, e cresceu sem acesso à escola. Desde cedo, passou a trabalhar na lavoura, criar animais e atuar também como pedreiro.
Apesar da idade avançada, ele só passou a existir oficialmente para o Estado peruano durante a pandemia de covid-19. Foi quando equipes do programa Pensão 65 o localizaram, garantindo seu primeiro documento de identidade e a inclusão em um benefício assistencial. A partir daí, história ganhou repercussão nacional.
Já sob cuidados do programa, Mashico sofreu uma queda que provocou uma grave lesão no quadril, reduzindo a mobilidade e levando ao uso permanente de cadeira de rodas. Ele morreu enquanto dormia em um lar de idosos.
Sem nunca ter se casado ou tido filhos, o idoso levava uma rotina simples no campo e associava a longevidade a hábitos tradicionais, como alimentação natural, consumo de ervas e o costume andino de mastigar folhas de coca para manter a disposição.
Autoridades peruanas já haviam destacado que o estilo de vida tranquilo, aliado ao contato constante com a natureza, poderia explicar sua idade avançada.
Embora sua história tenha repercutido dentro e fora do país, não houve validação oficial da idade. De acordo com o Guinness, o recorde de maior longevidade comprovada pertence ao venezuelano Juan Vicente Pérez Mora, que morreu em 2024 aos 114 anos. Hoje, o brasileiro João Marinho Neto, de 113 anos, é considerado o homem mais velho vivo, enquanto o título geral pertence à britânica Ethel Caterham, de 116.

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