A empresa proprietária do Whatsapp, a Meta, preparou uma atualização para o aplicativo, que visa alterar o uso do número de telefone como principal forma de conexão entre usuários. A novidade, que vem sendo apelidada nas redes de “WhatsApp fantasma”, aposta em mais privacidade e novas ferramentas de inteligência artificial.
Desenvolvido pela Meta, o pacote de mudanças é considerado um dos mais amplos já implementados no aplicativo e está em fase de teste sendo liberado gradualmente para parte dos usuários.
Número de telefone privado
A principal mudança é a possibilidade de criar nomes de usuário únicos, igual acontece nos outros apps do Meta, como Instagram e Facebook. O usuário vai possuir um identificador exclusivo, e sem duplicidade. Na prática também será possível iniciar conversas sem precisar compartilhar o número de telefone, algo que até então, era obrigatório na plataforma.
A medida impacta principalmente quem utiliza o aplicativo em contextos profissionais ou públicos, onde a exposição do número pessoal costuma ser uma preocupação. Ainda assim, o número de telefone continua sendo necessário para criar a conta.
Para garantir organização e segurança, os nomes de usuário devem seguir regras específicas que já são exigidas nas outras plataformas do Meta, como limite de caracteres (geralmente de 4 a 20) e combinações permitidas (apenas letras, números e alguns símbolos simples), além da privacidade reforçada sobre o número, reduzindo exposição a golpes e spam.
Empresas e figuras públicas tendem a receber acesso antecipado aos nomes de usuário exclusivos no WhatsApp, seguindo o mesmo padrão que já acontece no Instagram e no Facebook. O sistema de verificação também estará disponível para garantir a autenticidade dessas contas. Apesar desse grupo assegurar o direito ao identificador oficial, isso não significa acesso automático às suas conversas, já que continuam existindo controles de privacidade e restrições sobre quem pode iniciar contato.
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Novas camadas de segurança
Além dos recursos já existentes no WhatsApp como a criptografia de ponta a ponta, outro recurso em teste é a criação de um código adicional associado ao nome de usuário. Esse mecanismo funcionaria como uma etapa extra de verificação ao iniciar conversas com novos contatos, reduzindo o risco de interações indesejadas.
Mesma proposta do Instagram, quando algum usuário suspeito entra em contato, ou tenta te adicionar, aparece uma mensagem de aviso, para ter cuidado com golpes. Isso geralmente ocorre em perfis que são denunciados frequentemente. A proposta acompanha uma tendência crescente entre plataformas digitais: oferecer mais controle ao usuário sobre quem pode entrar em contato e quais informações pessoais ficam visíveis.
Inteligência artificial no dia a dia
Além das mudanças na privacidade, o aplicativo também avança na integração com inteligência artificial. Entre as funcionalidades previstas está a possibilidade de gerar resumos automáticos de mensagens não lidas, facilitando a navegação em conversas longas ou grupos muito ativos. A tecnologia deve atuar como um assistente dentro do próprio app, organizando informações e otimizando o tempo do usuário, contribuindo com a otimização do tempo dos usuários.
Liberação gradual
Por enquanto, as novidades estão disponíveis apenas para um grupo restrito de usuários em fase de testes. A expectativa é que a liberação ocorra de forma progressiva, conforme ajustes forem sendo realizados. Apesar do entusiasmo em torno das mudanças, especialistas apontam que a adoção de nomes de usuário também exige atenção. A escolha de identificadores pode influenciar na privacidade e até na segurança, dependendo das informações compartilhadas.
O que muda na prática
Se implementada de forma ampla, a atualização pode transformar a dinâmica do aplicativo, aproximando-o do funcionamento de redes sociais e reduzindo a dependência do número de telefone como identidade digital. Mais do que uma mudança técnica, a novidade sinaliza um movimento maior da Meta, adaptar os serviços a uma demanda crescente por privacidade, controle de dados e praticidade nas interações online.
*Estagiária sob supervisão de Ronayre Nunes
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